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quarta-feira, 23 de março de 2022

Em Jataúba-PE: Prefeitura avança no processo de digitalização dos sistemas da Secretaria Municipal de Saúde


A cada dia a Prefeitura avança trabalhando para modernizar todos os sistemas que operam na saúde do município, respaldando o compromisso da gestão de facilitar e integrar o trabalho dos profissionais e proporcionar o melhor atendimento para todos os cidadãos.

Nesta Terça (22), a secretária de saúde Carla Paiva se reuniu com parte da equipe que está empenhada nessa tarefa, e que ao longo das ultimas semanas tem implantado os novos sistemas e promovido treinamentos para todas as categorias de profissionais da saúde do município de Jataúba.

O objetivo final é universalizar as informações de cada paciente, de modo que todas as unidades de saúde do município tenham acesso ao mesmo prontuário, facilitando a troca de dados entre médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e outros profissionais que lidam com informações de tratamentos, exames e consultas. A Prefeitura trabalha para tornar Jataúba cada vez mais moderna e igual para todos.

ASCOM Prefeitura de Jataúba/PE
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quinta-feira, 18 de julho de 2019

NÃO VAI FALTAR: Ministério da Saúde comprará remédios cancelados no SUS no setor privado


O Ministério da Saúde disse nesta terça-feira, 16, que, para garantir que não faltem medicamentos de distribuição obrigatória no Sistema Único de Saúde (SUS), os remédios que eram fornecidos por laboratórios públicos e tiveram contratos suspensos serão adquiridos da iniciativa privada.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou que a pasta suspendeu, nas últimas três semanas, contratos com 7 laboratórios públicos nacionais para a produção de 18 medicamentos e uma vacina distribuídos gratuitamente pelo SUS. Documentos obtidos pelo Estado apontam que houve suspensão de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinados à fabricação de remédios para pacientes que sofrem de câncer e diabete, por exemplo.

Em nota, o ministério justificou que a suspensão das parcerias aconteceu por seis motivos principais: Recomendação de órgãos de controle (como a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União), decisão judicial, descumprimento de cronograma falta de avanços esperados, falta de investimentos em estrutura ou solicitação de saída do parceiro privado.

Em nota nesta terça, a pasta disse que a etapa atual permite que os laboratórios públicos apresentem medidas para reestruturar o cronograma de ações e atividades dos contratos suspensos. “Trata-se de uma medida regular e recomendada pelos órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU), além de estar prevista no marco regulatório das PDPs e realizada com normalidade. Toda e qualquer parceria que estiver em desacordo é suspensa para avaliação”.

A Associação de Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), porém, disse que foi pega de surpresa com as suspensões e vai ingressar com ações na Justiça contra a pasta.

“Para suspender um PDP precisa ter uma avaliação de um comitê técnico, de um comitê deliberativo, ter aprovação do grupo executivo do complexo industrial da saúde”, disse à reportagem o presidente da Bahiafarma, Ronaldo Ferreira Dias, que também preside a associação de laboratórios.

“Muitos dos laboratórios estão em fase de importação de insumo, ou desenvolvendo tecnologias,” afirmou Dias. Segundo o ministério, cinco das parcerias suspensas estavam em fase avançada para a aquisição dos medicamentos produzidos. O ministério informou ainda que vem realizando compras desses produtos “por outros meios previstos na legislação”, como pregões, licitações (ou dispensa desses processos) e outros mecanismos.

Economia

De acordo com cálculos da associação de laboratórios públicos as PDPs significaram, ao longo dos últimos oito anos, em mais de R$ 20 bilhões em economia para o Tesouro Nacional.

Por isso, para a entidade, a suspensão de 19 contratos “não apenas coloca em risco o abastecimento de medicamentos estratégicos”, mas também difere dos esforços de outros ministérios de aquisição de tecnologia pela indústria nacional.

Problemas recorrentes

Defendidas por especialistas em inovação como um caminho para modernizar laboratórios públicos nacionais, as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) têm acumulado problemas em sua execução no País. Segundo dados do próprio Ministério da Saúde, não é a primeira vez que convênios do tipo são suspensos. Desde 2015, 46 PDPs já foram interrompidas. Hoje, 87 estão vigentes.

Em uma PDP, a farmacêutica privada firma acordo com o ministério comprometendo-se a repassar a um laboratório público, em um período de cinco anos, tecnologia para a produção de um determinado produto. O laboratório privado, por sua vez, recebe como contrapartida a garantia de tornar-se o único fornecedor daquele item ao ministério durante os cinco anos da parceria.

Exame Abril

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terça-feira, 17 de abril de 2018

Câncer é a principal causa de mortes em 516 municípios do Brasil


O câncer já é a principal causa de morte em 10% das cidades brasileiras — 516 dos 5.570 municípios do Brasil. Se o cenário permanecer o mesmo, a tendência é que, até 2029, os tumores malignos sejam responsáveis pela maioria dos óbitos no país. O levantamento, baseado em dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), com base no DataSus, foi divulgado ontem pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).
Os dados mostram que as cidades onde a neoplasia é a principal responsável pela morte estão localizadas nas regiões mais desenvolvidas do país, justamente onde a expectativa de vida e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são maiores. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140). No Nordeste, estão 9% (48); no Centro-Oeste, 7% (34); e no Norte, 4% (19).

Para a coordenadora do movimento e presidente e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), Merula Steagall, há a suspeita de que o número pode estar sendo subnotificado nas regiões mais pobres e com menos estrutura de diagnóstico. “Em lugares que não têm muita estrutura, podem ter mortes que não tenham sido registradas, porque sequer chegaram a um diagnóstico precoce. Os pacientes que conseguiram ser diagnosticados e tratados, em regiões mais avançadas, foram notificados”, explicou.

A especialista alertou ainda para a necessidade de se investir em exames de prevenção para conseguir identificar o câncer ainda em estágio inicial. Contudo, o tempo de espera na rede pública, desde o diagnóstico até o início do tratamento, é de oito meses — seis meses até a descoberta da doença e até 60 dias para a intervenção médica. “Não é o ideal, mas 80% da população ainda consegue atingir essa meta. Mais importante que investir em unidades de saúde, é ampliar os centros especializados”, acrescentou.

Tabela 1. Quantidade de municípios onde o câncer é a principal causa de morte, segundo região do Brasil e Unidade da Federação – 2015


Região
Municípios
Estado
Municípios
CENTRO-OESTE
34
Goiás
16
Mato Grosso
16
Mato Grosso do Sul
2
NORDESTE
48
Bahia
11
Ceará
4
Maranhão
1
Paraíba
15
Pernambuco
1
Piauí
3
Rio Grande do Norte
11
Sergipe
2
NORTE
19
Acre
1
Amazonas
3
Pará
1
Rondônia
2
Roraima
1
Tocantins
11
SUDESTE
140
Espírito Santo
3
Minas Gerais
84
Rio de Janeiro
1
São Paulo
52
SUL
275
Paraná
40
Rio Grande do Sul
140
Santa Catarina
95


O Rio Grande do Sul é a unidade da Federação com o maior número de municípios onde o câncer é a primeira causa de morte: 140. Enquanto em todo o país as mortes por tumores malignos representam 16,6% do total, no território gaúcho esse índice chega a 33,6%. O Distrito Federal e o Amapá, por sua vez, não contabilizaram nenhuma morte por neoplasia em 2015, ano-base para a pesquisa. Já no Rio de Janeiro, somente uma cidade aparece no levantamento: Cambuci, no Norte Fluminense. Nesta cidade, a taxa de morte por câncer registrada foi de 19 a cada 10 mil habitantes.

Tabela 2. Quantidade de óbitos nos 516 municípios, segundo sexo, região do Brasil e Unidade da Federação – 2015

Região
Estado
Masculino
Feminino
CENTRO-OESTE
Mato Grosso
66
58%
47
42%
Goiás
42
52%
39
48%
Mato Grosso do Sul
1
25%
3
75%
NORDESTE
Alagoas
12
60%
8
40%
Bahia
160
59%
113
41%
Rio Grande do Norte
52
58%
37
42%
Piauí
31
57%
23
43%
Pernambuco
31
55%
25
45%
Maranhão
34
54%
29
46%
Sergipe
8
53%
7
47%
Paraíba
77
51%
74
49%
Ceará
28
49%
29
51%
NORTE
Amazonas
22
73%
8
27%
Roraima
5
71%
2
29%
Acre
12
71%
5
29%
Rondônia
12
67%
6
33%
Tocantins
100
55%
81
45%
Pará
15
54%
13
46%
SUDESTE
Espírito Santo
38
69%
17
31%
Rio de Janeiro
19
66%
10
34%
Minas Gerais
694
57%
519
43%
São Paulo
703
56%
547
44%
SUL
Paraná
689
60%
461
40%
Santa Catarina
1016
56%
788
44%
Rio Grande do Sul
1633
56%
1293
44%
Total
5500
57%
4184
43%

Infartos

Em 2015, o número de mortes por câncer aumentou 90%, se comparado com os dados registrados em 1998. No mesmo período, houve uma alta de 36% entre as vítimas de doenças cardiovasculares. Ou seja, o crescimento das mortes por câncer foi quase três vezes mais rápido do que daquelas provocadas por infartos ou derrames. A oncologista clínica do Instituto Onco-Vida Andreza Souto explica que a neoplasia cresceu muitos nesses últimos anos, porque é uma doença que está diretamente ligada à longevidade. ''A relação da genética com o câncer é entre 5% e 10%. É uma doença multifatorial, que depende de bons hábitos de vida, prevenção e acesso à saúde básica”, ressaltou.

Tabela 3. Quantidade de óbitos nos 516 municípios, segundo faixas etárias – 2015


Faixa Etária
Quantidade de Óbitos
0 a 9 anos
56
10 a 19 anos
71
20 a 29 anos
109
30 a 39 anos
252
40 a 49 anos
690
50 a 59 anos
1700
60 a 69 anos
2408
70 a 79 anos
2474
80 anos e mais
1925


Para o 1º secretário do CFM, Hermann von Tiesenhausen, é importante refletir e discutir sobre o avanço da doença no país, especialmente no momento em que os candidatos a cargos eletivos elegem suas prioridades para essas eleições. “Este diagnóstico revela um grave problema de saúde pública. É preciso conter essa epidemia e manter a obediência aos princípios constitucionais que regulam a assistência nas redes pública, suplementar e privada no Brasil.”

Tabela 4. Quantidade CACONs e UNACONs, segundo região do Brasil e Unidade da Federação – 2017.


Região
Estado
CACON/UNACON
CENTRO-OESTE
Distrito Federal
21
4
Goiás
5
Mato Grosso do Sul
7
Mato Grosso
5
NORDESTE
Alagoas
59
5
Bahia
15
Ceará
8
Maranhão
4
Paraíba
4
Pernambuco
10
Piauí
3
Rio Grande do Norte
8
Sergipe
2
NORTE
Acre
11
1
Amazonas
1
Amapá
1
Pará
4
Rondônia
1
Roraima
1
Tocantins
2
SUDESTE
Espirito Santo
138
8
Minas Gerais
33
Rio de Janeiro
28
São Paulo
69
SUL
Paraná
67
24
Santa Catarina
15
Rio Grande do Sul
28
Total
296
296


Faixa Etária
Quantidade de Óbitos
0 a 9 anos
56
10 a 19 anos
71
20 a 29 anos
109
30 a 39 anos
252
40 a 49 anos
690
50 a 59 anos
1700
60 a 69 anos
2408
70 a 79 anos
2474
80 anos e mais
1925
 


Blog do Alberto Barbosa








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