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sexta-feira, 4 de junho de 2021

DESMASCARANDO A IMPRENSA DO ÓDIO: CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA REPUDIA ‘EXCESSOS DE ABUSOS’ NA CPI DA COVID: CONFIRA VÍDEO

 



O Conselho Federal de Medicina (CFM) repudiou, nesta quarta-feira (3) , o que chamou de “excessos e abusos” que aconteceram nos interrogatórios aos depoentes na CPI da Covid, que apura ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia.

Em nota divulgada, o conselho pediu respeito de senadores às testemunhas, sobretudo aos médicos que estiveram na Comissão de Constituição e Justiça. 

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid ouviu na semana passada a pediatra Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, e nos últimos dias a oncologista Nise Yamaguchi e a infectologista Luana Araújo. As oitivas foram marcadas por interrupções de falas e falta de respeito com as depoentes.

Leia a nota na íntegra:

"Em defesa do médico, ao respeito e à civilidade na CPI da Pandemia"

O Conselho Federal de Medicina (CFM), em nome dos mais de 530 mil médicos brasileiros, vem publicamente manifestar sua indignação quanto a manifestações que revelam ausência de civilidade e respeito no trato de senadores com relação a depoentes e convidados médicos no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia.

Os médicos brasileiros têm se desdobrado na Linha de Frente contra a covid-19. Graças a eles e às equipes de saúde, milhões de pessoas conseguiram recuperar sua saúde e hoje estão em casa, com suas famílias e amigos. Essa atuação tem ocorrido com dedicação, empenho e, muitas vezes, sem condições de trabalho. Por isso, merece ser reconhecida de forma individual e coletiva.

São esses mesmos médicos, que estão na Linha de Frente, que buscaram o CFM para manifestar sua insatisfação com a postura de membros da CPI nas oitivas em que profissionais da medicina participam como convidados ou testemunhas. É com eles que o CFM se solidariza nessas críticas.

A classe lamenta que esses médicos chamados a depor estejam sendo submetidos a situações de constrangimento e humilhação. Ao comparecer na CPI da Pandemia, qualquer depoente ou testemunha tem garantidos seus direitos constitucionais, não sendo admissíveis ataques à sua honra e dignidade, por meio de afirmações vexatórias.

No entendimento do CFM, e da classe médica, o que tem sido exibido em rede nacional configura situação inaceitável e incoerente com o clima esperado em um ambiente onde as discussões devem se pautar pela transparência e idoneidade. Em lugar disso, testemunha-se situações que desmoralizam os médicos e as médicas.

Reitere-se que os comentários dessa nota se referem aos médicos e médicas depoentes enquanto indivíduos, não significando apoio aos seus posicionamentos técnicos, éticos, políticos, partidários e ideológicos. Na CPI, eles responderão por suas ações e omissões, as quais, se forem consideradas indevidas, serão alvo de providências por parte do Ministério Público e de outros órgãos competentes.

Assim, o CFM e os 530 mil médicos repudiam veementemente os excessos e abusos no trato de parlamentares em relação aos depoentes e convidados, em especial médicos e médicas, e clama ao Senado Federal que os trabalhos sejam conduzidos com sobriedade para que o País tenha acesso às informações, dados e percepções que permitirão à CPI concluir seus trabalhos de modo efetivo.

Neste sentido, encaminha esse documento ao presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, para que, ciente destes fatos, tome as providências que considerar necessárias.

Brasília, 2 de junho de 2021.”



Com Informações:

Gazeta Brasil


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terça-feira, 17 de abril de 2018

Câncer é a principal causa de mortes em 516 municípios do Brasil


O câncer já é a principal causa de morte em 10% das cidades brasileiras — 516 dos 5.570 municípios do Brasil. Se o cenário permanecer o mesmo, a tendência é que, até 2029, os tumores malignos sejam responsáveis pela maioria dos óbitos no país. O levantamento, baseado em dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), com base no DataSus, foi divulgado ontem pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).
Os dados mostram que as cidades onde a neoplasia é a principal responsável pela morte estão localizadas nas regiões mais desenvolvidas do país, justamente onde a expectativa de vida e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são maiores. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140). No Nordeste, estão 9% (48); no Centro-Oeste, 7% (34); e no Norte, 4% (19).

Para a coordenadora do movimento e presidente e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), Merula Steagall, há a suspeita de que o número pode estar sendo subnotificado nas regiões mais pobres e com menos estrutura de diagnóstico. “Em lugares que não têm muita estrutura, podem ter mortes que não tenham sido registradas, porque sequer chegaram a um diagnóstico precoce. Os pacientes que conseguiram ser diagnosticados e tratados, em regiões mais avançadas, foram notificados”, explicou.

A especialista alertou ainda para a necessidade de se investir em exames de prevenção para conseguir identificar o câncer ainda em estágio inicial. Contudo, o tempo de espera na rede pública, desde o diagnóstico até o início do tratamento, é de oito meses — seis meses até a descoberta da doença e até 60 dias para a intervenção médica. “Não é o ideal, mas 80% da população ainda consegue atingir essa meta. Mais importante que investir em unidades de saúde, é ampliar os centros especializados”, acrescentou.

Tabela 1. Quantidade de municípios onde o câncer é a principal causa de morte, segundo região do Brasil e Unidade da Federação – 2015


Região
Municípios
Estado
Municípios
CENTRO-OESTE
34
Goiás
16
Mato Grosso
16
Mato Grosso do Sul
2
NORDESTE
48
Bahia
11
Ceará
4
Maranhão
1
Paraíba
15
Pernambuco
1
Piauí
3
Rio Grande do Norte
11
Sergipe
2
NORTE
19
Acre
1
Amazonas
3
Pará
1
Rondônia
2
Roraima
1
Tocantins
11
SUDESTE
140
Espírito Santo
3
Minas Gerais
84
Rio de Janeiro
1
São Paulo
52
SUL
275
Paraná
40
Rio Grande do Sul
140
Santa Catarina
95


O Rio Grande do Sul é a unidade da Federação com o maior número de municípios onde o câncer é a primeira causa de morte: 140. Enquanto em todo o país as mortes por tumores malignos representam 16,6% do total, no território gaúcho esse índice chega a 33,6%. O Distrito Federal e o Amapá, por sua vez, não contabilizaram nenhuma morte por neoplasia em 2015, ano-base para a pesquisa. Já no Rio de Janeiro, somente uma cidade aparece no levantamento: Cambuci, no Norte Fluminense. Nesta cidade, a taxa de morte por câncer registrada foi de 19 a cada 10 mil habitantes.

Tabela 2. Quantidade de óbitos nos 516 municípios, segundo sexo, região do Brasil e Unidade da Federação – 2015

Região
Estado
Masculino
Feminino
CENTRO-OESTE
Mato Grosso
66
58%
47
42%
Goiás
42
52%
39
48%
Mato Grosso do Sul
1
25%
3
75%
NORDESTE
Alagoas
12
60%
8
40%
Bahia
160
59%
113
41%
Rio Grande do Norte
52
58%
37
42%
Piauí
31
57%
23
43%
Pernambuco
31
55%
25
45%
Maranhão
34
54%
29
46%
Sergipe
8
53%
7
47%
Paraíba
77
51%
74
49%
Ceará
28
49%
29
51%
NORTE
Amazonas
22
73%
8
27%
Roraima
5
71%
2
29%
Acre
12
71%
5
29%
Rondônia
12
67%
6
33%
Tocantins
100
55%
81
45%
Pará
15
54%
13
46%
SUDESTE
Espírito Santo
38
69%
17
31%
Rio de Janeiro
19
66%
10
34%
Minas Gerais
694
57%
519
43%
São Paulo
703
56%
547
44%
SUL
Paraná
689
60%
461
40%
Santa Catarina
1016
56%
788
44%
Rio Grande do Sul
1633
56%
1293
44%
Total
5500
57%
4184
43%

Infartos

Em 2015, o número de mortes por câncer aumentou 90%, se comparado com os dados registrados em 1998. No mesmo período, houve uma alta de 36% entre as vítimas de doenças cardiovasculares. Ou seja, o crescimento das mortes por câncer foi quase três vezes mais rápido do que daquelas provocadas por infartos ou derrames. A oncologista clínica do Instituto Onco-Vida Andreza Souto explica que a neoplasia cresceu muitos nesses últimos anos, porque é uma doença que está diretamente ligada à longevidade. ''A relação da genética com o câncer é entre 5% e 10%. É uma doença multifatorial, que depende de bons hábitos de vida, prevenção e acesso à saúde básica”, ressaltou.

Tabela 3. Quantidade de óbitos nos 516 municípios, segundo faixas etárias – 2015


Faixa Etária
Quantidade de Óbitos
0 a 9 anos
56
10 a 19 anos
71
20 a 29 anos
109
30 a 39 anos
252
40 a 49 anos
690
50 a 59 anos
1700
60 a 69 anos
2408
70 a 79 anos
2474
80 anos e mais
1925


Para o 1º secretário do CFM, Hermann von Tiesenhausen, é importante refletir e discutir sobre o avanço da doença no país, especialmente no momento em que os candidatos a cargos eletivos elegem suas prioridades para essas eleições. “Este diagnóstico revela um grave problema de saúde pública. É preciso conter essa epidemia e manter a obediência aos princípios constitucionais que regulam a assistência nas redes pública, suplementar e privada no Brasil.”

Tabela 4. Quantidade CACONs e UNACONs, segundo região do Brasil e Unidade da Federação – 2017.


Região
Estado
CACON/UNACON
CENTRO-OESTE
Distrito Federal
21
4
Goiás
5
Mato Grosso do Sul
7
Mato Grosso
5
NORDESTE
Alagoas
59
5
Bahia
15
Ceará
8
Maranhão
4
Paraíba
4
Pernambuco
10
Piauí
3
Rio Grande do Norte
8
Sergipe
2
NORTE
Acre
11
1
Amazonas
1
Amapá
1
Pará
4
Rondônia
1
Roraima
1
Tocantins
2
SUDESTE
Espirito Santo
138
8
Minas Gerais
33
Rio de Janeiro
28
São Paulo
69
SUL
Paraná
67
24
Santa Catarina
15
Rio Grande do Sul
28
Total
296
296


Faixa Etária
Quantidade de Óbitos
0 a 9 anos
56
10 a 19 anos
71
20 a 29 anos
109
30 a 39 anos
252
40 a 49 anos
690
50 a 59 anos
1700
60 a 69 anos
2408
70 a 79 anos
2474
80 anos e mais
1925
 


Blog do Alberto Barbosa








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