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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

HOMEM É ENCONTRADO MORTO COM CINTO NO PESCOÇO APÓS SER ESPANCADO EM POÇÃO/PE

 


Um homem de 39 anos foi encontrado morto na noite de segunda-feira, 31/8, no Sítio Candeeiro de Cima, na zona rural de Poção, no Agreste de Pernambuco. A vítima foi identificada como José Edinaldo Barbosa.

Segundo informações da polícia, José Edinaldo apresentava lesões no rosto e foi encontrado com um cinto enrolado no pescoço e na boca.

Ainda conforme os levantamentos iniciais, a vítima teria sido espancada no centro da cidade antes de ser colocada no porta-malas de um veículo. Os criminosos teriam utilizado o próprio cinto de José Edinaldo durante a ação.

Alguns objetos pertencentes à vítima também teriam sido roubados pelos criminosos. As circunstâncias exatas da abordagem e do assassinato ainda serão esclarecidas.

O local foi isolado até a chegada das equipes da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística (IC), que realizaram os procedimentos periciais.

Após os trabalhos de praxe, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).

A Polícia Civil investiga o caso para identificar os responsáveis e esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.

Postado Por: Jailson Ferreira (Agreste Violento)


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POLO DE CONFECÇÕES EM PAUTA EM BRASÍLIA! FELIPE CARRERAS E HELINHO ARAGÃO SE REÚNEM COM MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS PARA TRATAR DE PAUTAS QUE IMPACTAM O SETOR

 


O deputado federal Felipe Carreras se reuniu, nesta terça-feira (01), em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e com o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão, para tratar de pautas que têm impacto direto no Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco.

Durante o encontro, foram discutidos temas considerados estratégicos para a cadeia produtiva têxtil da região, entre eles a Medida Provisória (MP) da chamada “taxa das blusinhas”, a defesa pela não aplicação das medidas antidumping e a preocupação com um possível aumento da alíquota de importação sobre produtos de poliéster, insumo essencial para a produção local.

Felipe Carreras destacou que o objetivo da reunião foi levar ao Governo Federal a realidade de quem produz, empreende, gera emprego e movimenta a economia no Agreste pernambucano, especialmente em Santa Cruz do Capibaribe, um dos principais polos de confecções do país.

“Como Deputado Federal de Santa Cruz do Capibaribe viemos colocar a realidade de quem produz na mesa. O Polo de Confecções gera emprego, renda e oportunidade para milhares de famílias. Santa Cruz do Capibaribe e todo o Agreste precisam ser ouvidos antes de qualquer decisão que possa afetar diretamente esse setor”, afirmou o deputado.

A agenda reforça a atuação de Felipe Carreras na defesa da produção nacional e da competitividade do setor têxtil pernambucano. Segundo o parlamentar, medidas relacionadas à tributação de importados, antidumping e aumento de alíquotas precisam ser debatidas com responsabilidade, levando em consideração seus efeitos sobre os pequenos produtores, comerciantes, confeccionistas e trabalhadores que dependem da cadeia produtiva da moda. Ele ainda destacou que qualquer sinal de eventuais prejuízos para setor, medidas compensatórias precisam ser tomadas.

O prefeito Helinho Aragão também participou da reunião representando os interesses de Santa Cruz do Capibaribe, município reconhecido pela força da sua produção de moda e confecção. A presença do gestor municipal reforçou a importância de aproximar Brasília da realidade vivida pelos empreendedores e trabalhadores do Polo.

A reunião no MDIC integra uma série de articulações realizadas pelo deputado em Brasília para garantir que o Polo de Confecções do Agreste tenha voz nas discussões nacionais que envolvem comércio exterior, indústria, importação e competitividade.


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VERGONHA! Mensagens de Vorcaro mergulham Supremo em crise sem precedentes

Mendonça retira sigilo de relatório da Polícia Federal que expõe contatos entre Vorcaro e Moraes, envolvendo até o procurador-geral, Paulo Gonet, e o diretor da PF, Andrei Rodrigues. PGR pede a anulação, no documento, de tudo relacionado ao ministro



Conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que constam de um relatório da Polícia Federal (PF), fizeram a Corte mergulhar numa inédita e grave crise. Os diálogos vieram a público por causa da retirada de sigilo do documento da PF, determinada pelo ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero no STF. A decisão foi tomada na sequência de um pedido de manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o relatório, que seria analisado pelo Plenário da Corte. Para agravar a situação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação de todas as evidências que citam Moraes no relatório. Mais: o PGR afirma que Mendonça não tem competência para investigar o colega de STF.

A documentação cujo sigilo foi retirado por Mendonça expôs mensagens extraídas do celular de Vorcaro e expõe a suposta relação de amizade entre o ex-banqueiro com Moraes. A PF aponta que o dono do Master pode ter recebido previamente informações relacionadas às investigações sobre o banco e registra diálogos nos quais o empresário demonstra preocupação com medidas que poderiam ser adotadas contra ele e a instituição financeira.

Nos diálogos trazido à tona pelo relatório, Vorcaro em alguns momentos pede a intercessão de "Andrei" e "Paulo", que, para os investigadores, são o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o PGR Paulo Gonet. O ex-banqueiro manifesta preocupação com o fato de que o Banco Central (BC) estaria apertando o cerco ao Master, apesar de, conforme afirmava, estar trabalhando para manter a liquidez da instituição.

"Tive informações informais, em em confidência de turma do Banco Central, que G (aparentemente o diretor da autoridade monetária Gabriel Galípolo) estão na pressão máxima de novo para uma medida, pois o Bacen está sendo muito pressionado pela PF e MP", diz Vorcaro em um dos diálogos recuperados pelos peritos. Não há respostas de Moraes, que estaria usando o dispostivo de visualização única — que não gera registros.

Várias mensagens mostram que as reuniões de Vorcaro com Moraes foram intermediadas pelo ex-ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, Fábio Faria. Nas conversas encontradas no celular de Vorcaro, estão descritos encontros presenciais entre o banqueiro e o ministro em Brasília e São Paulo. Em uma deles, Vorcaro chegou a desmarcar com o magistrado para encontrar o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em março de 2024, Fábio sugere ao magistrado um encontro presencial. Moraes responde que teria um jantar, mas que era possível "tomar um whisky" e pergunta o horário.

Em outra data, um homem identificado como motorista de Vorcaro envia mensagem dizendo que "o min Alexandre chegou", confirmando a presença de Moraes em uma residência ligada ao banqueiro no Lago Sul. Há diálogos, ainda, de Vorcaro com a ex-namorada, Martha Graeff, e com a filha, nos quais admite estar com o ministro.

Elogios

Também há mensagens nas quais Vorcaro, aparentemente, elogia Moraes. Como esta de 30 de outubro de 2025. "Tudo de importante fica no seu colo. Impressionante! Mas seu legado pro Brasil será eterno. Tenho muito orgulho e tenho certeza que cada vez mais se consolidará como a pessoa mais importante do país. Então, todo sacrifício pessoal valerá à pena". No mesmo dia, o ex-banqueiro manda outra mensagem, agora de agradecimento: "Juntos em tudo. Muito obrigado por tudo".

Na mensagem de 4 de novembro de 2025, Vorcaro diz: "Pelo amor de Deus, veja se você consegue bloquear toda a maldade (...) Estou pronto pra ir em qualquer um, explicar qualquer coisa, mas uma medida drástica agora literalmente quebra o banco de modo irreversível". No dia seguinte, ele pergunta: "Como estamos aí? Conseguiu bloquear a maldade e a sacanagem?" Em 14 de novembro, mais agradecimentos: "Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Toda minha família, funcionários, parceiros, amigos que dependem de nós têm uma dívida de vida contigo e com sua família. Muito obrigado por tudo".

Vorcaro, porém, mostra que temia ser preso. Em 15 de novembro de 2025, diz: "Que loucura, bem na semana que estou resolvendo tudo. Aquele mesmo juiz Ricardo? (...) Acha que segunda já tenho que estar fora?" O ex-banqueiro referia-se ao juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, titular da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, responsável por expedir a ordem de prisão preventiva contra o empresário e por decretar medidas de busca e apreensão no âmbito da operação conduzida pela PF. No mesmo dia, em outra mensagem, Vorcaro pede: "Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?" No dia 16, nova pergunta: "E com o Andrei, dá pra segurar?"

No documento da PF, chamam a atenção, também, as cobranças feitas sobre pagamentos que deveriam ser feitos ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Uma delas é feita por Fabio Faria, afirmando que "o careca não pode atrasar". Em outra mensagem, o próprio Vorcaro avisa a Angelo Silva, sócio e executivo do setor financeiro do Master, que trata-se do "contrato mais importante que temos". "Manda pagar agora", determina o ex-banqueiro.

Além disso, metadados analisados pelos invetigadores indicam que Moraes fez alterações na última versão da minuta do acordo de prestação de serviços antes da assinatura do contrato. Em nota, o escritório de Viviane Barci confirmou que o ministro foi consultado na análise do documento. Segundo a banca, o setor de compliance solicitou informações ao ministro, "na condição de marido da sócia-diretora", para verificar a existência de eventuais impedimentos legais.

Sustenta, ainda, que não havia qualquer obstáculo à contratação, uma vez que o magistrado não tinha sob sua relatoria processos envolvendo o Master, nem havia participado de julgamentos de interesse da instituição. De acordo com a nota, diante da ausência de impedimentos, "o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados".

Anulação

Porém, tudo isso pode estar diante da possibilidade de ser invalidado. Ontem à noite, o PGR Paulo Gonet pediu anulação das evidências colhidas pela PF que citam Moraes. O parecer foi protocolado na Corte e será avaliado por Mendonça. Nas conversas interceptadas, ele e Andrei Rodrigues são citados e Vorcaro dá a entender que teriam condições de interferir no caso.

Na manifestação enviada ao Supremo, Gonet afirma que Mendonça quis que mensagens relacionadas a Moraes fossem detalhadas pelos investigadores e que induziu o aprofundamento da investigação contra o magistrado. "O próprio relator já havia ordenado que lhe entregassem o dispositivo informático contendo todos os dados que vieram a ser postos na peça da polícia. De toda forma, é certo que o relator quis que fossem 'minudenciados'. Não importa o grau de investigação que a providência constitui, é inegável que houve imersão em elementos dos autos para buscar indicativos de envolvimento do Ministro Alexandre de Moraes em ilícitos", diz um trecho.

Na representação, Gonet afirma que Mendonça não teria competência para investigar Moraes e defende a anulação de todas as evidências. "Se a autoridade policial deve interromper as suas investigações para que sobre elas delibere o órgão do Judiciário encarregado do julgamento, com maioria de razão não deve o relator admitir e nem determinar que um colega da Corte seja escrutinado. Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais contra alvos que resolva mirar. Quem investiga, na fase pré-processual, é polícia judiciária, cabendo ao Ministério Público, como órgão de acusação, com a titularidade única para propor a ação penal, igualmente buscar elementos de convicção", frisa Gonet.

Ao determinar a retirada do sigilo do relatório, Mendonça registra que o processo deve ser levado ao Plenário do STF. Essa decisão será tomada pelo ministro Edson Fachin, presidente do Supremo.

"Independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal", observa Mendonça.

Confira a matéria no site do Correio Braziliense.


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terça-feira, 1 de novembro de 2022

DOIS HOMENS FORAM MORTOS NA MADRUGADA DESTA SEGUNDA-FEIRA EM VERTENTES PE

Segunda-Feira, 31 de Outubro de 2022

O início da madrugada desta segunda-feira foi marcado pela violência na cidade de Vertentes. Dois homens, um de 23 e o outro de 25 anos, foram mortos por arma de fogo entre as 0h00 e 0h30. Um dos crimes aconteceu no bairro do Cruzeiro e o outro na popular "Rua da Brasília". Os casos não tem correlação entre si.


O primeiro caso se deu já na virada do domingo para essa segunda-feira, por volta das 0h00. Um homem identificado como Luis Fernando Barbosa Silva, de 23 anos, estava em sua residência com a esposa e filhos, no bairro do Cruzeiro, quando foi chamado à porta por dois homens que teriam se apresentado como policiais. Luis não atendeu e os homens encapuzados invadiram a casa, retiraram ele de entro e cometeram o crime na frente do imóvel.
Segundo a Polícia Militar, a vítima era ex-presidiário e cumrpiu três anos de prisão por tráfico e estava em liberdade desde fevereiro deste ano.


O outro caso - sem ligação com o primeiro - aconteceu 30 minutos mais tarde, na Rua José Pessoa de Lima, conhecida popularmente por "Rua da Brasília", no centro da cidade. Um homem, identificado como Emanuell Gabryel da Silva Lopes, de 25 anos, tentou invadir uma residência. O morador, que estava com a esposa e amigos, percebeu a movimentação estranha e efetou seis disparos contra Emanuell, que morreu no local. Com o Emanuell foram encontradas dois simulacros de armas de fogo, um na cintura e outro nas costas.
Vale salientar que o dono da residência que estava sendo invadida tinha a posse da arma liberada.


O corpo dos homens foram levados para o IML de Caruaru. A Polícia Civil vai investigar os dois casos.


A.Blog 

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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Bolsonaro abre 15,2 pontos de vantagem sobre Lula em São Paulo, maior colégio eleitoral do País; VEJA NÚMEROS DO PARANÁ PESQUISAS

 



O presidente Jair Bolsonaro (PL) atingiu a meta de estabelecer vantagem de 15 pontos percentuais de vantagem em relação a Lula (PT), nas intenções de voto no Estado de São Paulo.

Leia os votos totais: 

Jair Bolsonaro (PL): 51,9%; 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 38,2%; 

Branco/nulo/nenhum: 5,9%; 

Não sabe/não respondeu: 4%.

O levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (21), mostra – no cenário de votos válidos – que o presidente abriu 15,2 pontos de vantagem.

Agora, de acordo com a pesquisa, Bolsonaro agora soma 51,9% no cenário estimulado, contra 38,2% do adversário, mostrando que o atual presidente subiu 1,9 ponto em relação à semana passada, quando ele somava 49,8%. Lula tinha 40,9% e caiu2,7 pontos, para 38,2%.

Excluindo-se os 4% de eleitores indecisos e os 5,9% que prometem votar branco ou nulo e se considerando apenas os votos válidos, Bolsonaro tem 57,6% e Lula 42,4%.

O Paraná Pesquisas entrevistou 1.810 eleitores em 77 municípios do Estado de São Paulo, entre os dias 16 be 20 deste mês e registrou o levantamento na Justiça Eleitoral sob nº BR-00165/2022.


Poder Data




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Revista Veja destaca o escândalo do Consórcio do Nordeste e os respiradores; LEIA

 VEJA O QUE A IMPRENSA DO PÓ DO NORDESTE ESCONDE DE VOCÊ



Já no primeiro ano da pandemia, enquanto os estados do Nordeste acumulavam mais de 20% das mortes por Covid-19 no país, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigaram de forma sigilosa uma rede de compra de equipamentos e materiais hospitalares formada por empresários, atravessadores, estelionatários, amigos de políticos e autoridades públicas. As ramificações detectadas em transações comerciais do chamado Consórcio Nordeste foram reunidas em inquéritos sigilosos em poder do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O assunto parecia fadado ao esquecimento até o debate entre os presidenciáveis na TV Bandeirantes, no último domingo, 16. Logo no primeiro bloco, Lula criticou a postura negacionista de Bolsonaro, responsabilizou-o diretamente por pelo menos 400 000 das quase 700 000 mortes registradas no Brasil e repetiu acusações genéricas de corrupção na compra de vacinas.

Acuado por uma pauta negativa, Bolsonaro partiu para o contra-ataque, afirmando que, se houve roubalheira, foi nas compras realizadas pelos governadores do Nordeste, que são ou petistas ou aliados de Lula. “A CPI não quis investigar 50 milhões (de reais) torrados em uma casa de maconha. Não chegou nenhum respirador, e daí, sim, irmãos nordestinos morreram por falta de ar, por corrupção”, rebateu o presidente. Depois disso, o assunto foi deixado de lado no debate, mas tem potencial para ganhar tração nesta reta final de campanha. Motivo: o enredo que permitiu à empresa Hempcare, a tal “casa da maconha” citada por Bolsonaro, fechar um contrato milionário de venda de respiradores para o Consórcio Nordeste está sob investigação da Procuradoria-Geral da República porque, entre outras coisas, o material nem sequer foi entregue. VEJA teve acesso a trocas de mensagens, notas fiscais fraudadas, revelações de colaboradores da Justiça e até recibos de propina que detalham como os recursos públicos foram repassados para os bolsos privados de aproveitadores da tragédia alheia contando com a cumplicidade de quem deveria evitar que isso acontecesse.

Essa leva de documentos embasou, em abril passado, o cumprimento de catorze mandados de busca e apreensão em três estados e no Distrito Federal e faz parte de uma investigação no STJ que tenta punir os responsáveis e recuperar os milhões de reais desviados dos cofres públicos. Ao analisar contratos do Consórcio Nordeste, os investigadores já descobriram, por exemplo, que uma das empresas que compraria ventiladores da China para vender ao grupo funcionava em uma boate em Los Angeles. Os aparelhos nunca foram entregues, e os empresários, descobertos, tiveram de assinar um acordo judicial para devolver quase 9 milhões de dólares. Em outra transação, os indícios de corrupção estão fartamente documentados e têm como personagem central a empresária Cristiana Prestes Taddeo, que é dona da Hempcare, um negócio pequeno que, na época da pandemia, reunia apenas dois funcionários para comercializar produtos à base de canabidiol. Cristiana foi adicionada do dia para a noite em um grupo de WhatsApp que negociava contratos milionários com o dinheiro do contribuinte. Parecia, assim, ter tirado a sorte grande.

Sem qualquer experiência no ramo, ela fechou um contrato de 48 milhões de reais com o Consórcio Nordeste para importar 300 respiradores da China. Essa proeza só foi possível porque aceitou pagar 25% do valor total para intermediadores e lobistas que se anunciavam como pessoas com amplo trânsito junto ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), na época presidente do Consórcio Nordeste. Liberado o dinheiro, Cristiana transferiu 3 milhões de reais para um intermediário que se jactava de ser amigo de Costa. À polícia, a empresária afirmou que sabia que o pagamento não era devido a uma suposta consultoria, e disse que “consultor” Cleber Isaac, o destinatário da bolada, tinha “influência política”. O dinheiro foi remetido para uma empresa em nome de familiares de Isaac. Já Fernando Galante, locatário de uma sala comercial utilizada por Cristiana, recebeu outros 9 milhões de reais do dinheiro reservado para a compra dos respiradores. Nesse caso, também houve emissão de nota fiscal. Registrada sob o número 00000002, era a segunda nota que uma tal Gespar Administração de Bens emitia na vida.

Os milhões de reais pagos a título de “comissão” aos dois intermediários foram pulverizados em contas de parentes e em um fundo de investimento. A VEJA, Cleber Isaac disse que não pediu nada irregular ao governador Rui Costa. “Conheço o governador há uns dez anos. Mas eu estava confinado dentro de casa e a única coisa que eu poderia fazer era contato comercial”, afirmou. Fernando Galante não respondeu aos pedidos de entrevista.

Para os investigadores, o indício mais impressionante da conivência do consórcio com os golpistas está registrado na nota de liquidação de empenho, o equivalente a uma nota fiscal para a compra dos respiradores, formalizada pela secretaria executiva do grupo, comandada pelo ex-ministro petista Carlos Gabas. O documento, que confirma o pagamento de 48 milhões de reais à Hempcare, afirma categoricamente que os respiradores, que nem sequer haviam sido comprados, já tinham até sido entregues aos governadores nordestinos e “aceitos em perfeitas condições”. Detalhe importante: o dinheiro foi liberado sem que existisse ao menos um contrato formal — documento que foi redigido depois pelos próprios vendedores, o que é absolutamente inusitado. No dia de emissão da nota, ainda no início da pandemia, 12 239 casos de Covid-19 haviam sido registrados no país. A Bahia contabilizava dez mortes pelo vírus e muitos doentes já sofriam com a falta de equipamentos nos hospitais.

Procurados, Carlos Gabas e Rui Costa não se manifestaram. Em depoimentos à polícia, ambos negaram irregularidades. Depois que a Hempcare foi desmascarada, o grupo de supostos vendedores acionou o empresário Paulo de Tarso Carlos, de Araraquara, que nunca tinha produzido comercialmente nenhum respirador na vida, para tentar resolver o problema. Dono da Biogeoenergy, Paulo de Tarso recebeu 24 milhões de reais da Hempcare para providenciar os equipamentos a toque de caixa, mas, de novo, nada foi feito ou entregue. A PF bateu às portas do galpão onde funcionaria a fábrica de Araraquara, mas ela estava completamente vazia e sem sinal de produção de uma válvula sequer. Hoje os investigadores suspeitam até que notas fiscais apresentadas por Paulo de Tarso com a suposta compra de peças para montar os respiradores foram fraudadas para tentar justificar o sumiço do dinheiro. Procurado por VEJA, o empresário disse que, além do núcleo baiano de negociadores, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), um dos coordenadores da campanha de Lula, tinha pleno conhecimento de que a aquisição de ventiladores pulmonares na pandemia era, na verdade, um esquema de corrupção. “Depois de tudo que ouvi, tenho certeza de que Edinho sabia, sim, que era corrupção esse contrato”, disse. “O Fernando Galante, todo mundo sabe, é operador do PT”, acusa o empresário, sem apresentar qualquer prova disso ou esclarecer a origem da informação.

No auge do escândalo, o prefeito petista chegou a sugerir a contratação de um advogado para defender Cristiana Taddeo das acusações de estelionato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. Na época, o próprio Edinho estava sendo cobrado pelo Ministério Público por superfaturamento de máscaras e pela compra fracassada de respiradores para sua cidade. Oficialmente, o prefeito não é investigado no caso, mas entre as empresas envolvidas no caso de Araraquara aparece de novo a Biogeoenergy. Em nota, o Consórcio Nordeste afirma que partiu da entidade a denúncia que levou a polícia aos “empresários inescrupulosos”.

Nos últimos dias, depois de ter sua “casa da maconha” exposta por Jair Bolsonaro no debate presidencial, a dona da Hempcare resumiu assim sua participação no escândalo de desvio de dinheiro para a compra de respiradores: “Fui enganada por uma quadrilha”. Procurada por VEJA, Cristiana disse que agiu de boa-fé, teme por sua vida, mas não poderia conceder entrevistas. Enfronhada nos negócios do Consórcio Nordeste, a empresária está colaborando com a Justiça e sabe que suas informações podem ser usadas como artilharia pesada na reta final da campanha presidencial.

Veja

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terça-feira, 18 de outubro de 2022

MP Eleitoral recomenda reprovação de contas de Lula em 2018 e pede devolução de quase R$ 9 milhões

 



O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a prestação de contas da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto em 2018 não seja aprovada. Além disso, o órgão sugeriu que o petista devolva aos cofres públicos R$ 8,8 milhões que foram aplicados de forma irregular, quase metade dos R$ 19,7 milhões que ele utilizou na campanha daquele ano.

As recomendações partiram do vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco. Ele analisou um relatório produzido pela Asepa (Assessoria de Exame de Contas Partidárias) do TSE sobre a prestação de contas de Lula, que encontrou inconsistências como recebimento indireto de recursos de origem não identificada ou oriundos de fonte vedada, falta de capacidade operacional de fornecedores da campanha, entre outras. 

“Diante das irregularidades expostas, as contas não podem ser tidas como aprovadas e o Ministério Público Eleitoral sugere a determinação de recolhimento ao Tesouro Nacional do montante de R$275.265,77 e ressarcimento ao erário da importância de R$8.562.170,42, devidamente atualizados”, ressaltou Gonet.

A Asepa informou ao vice-procurador-geral Eleitoral que os indícios de irregularidades na aplicação dos recursos financeiros da campanha de Lula “podem configurar ilícitos eleitorais”. Gonet informou que o MPE vai investigar as denúncias. “Em decorrência, a Procuradoria-Geral Eleitoral encaminhou as informações ao órgão do Ministério Público Eleitoral competente para apuração da materialidade e demais providências cabíveis.”

Gonet concordou com a maioria das irregularidades apresentadas pela Asepa, sobretudo com a de que Lula teve gastos desproporcionais em relação ao período em que pôde fazer campanha. Em 2018, o ex-presidente começou a campanha em 16 de agosto, mas a candidatura dele para a Presidência foi barrada pelo TSE 16 dias depois, em 1º de setembro.

Parte dos contratos foi aproveitado por Fernando Haddad (PT), que foi lançado à Presidência no lugar de Lula. De todo modo, o vice-procurador-geral Eleitoral constatou R$ 8,04 milhões utilizados de forma indevida pelo ex-presidente e sugeriu que esse valor seja ressarcido ao erário.

Gonet também considerou que Lula não detalhou de forma adequada gastos de R$ 253,6 mil com serviços gráficos. Segundo a instituição, houve falta de comprovação da materialidade do gasto e do vínculo com a campanha.

O vice-procurador-geral Eleitoral ainda concluiu que o ex-presidente emitiu notas fiscais em nome próprio, mas não registrou os documentos na prestação de contas. Dessa forma, segundo o órgão, Lula deixou de comprovar o pagamento de despesas no valor R$ 210,5 mil, o que configura vedada doação de fornecedor.

Do mesmo modo, Gonet destacou que Lula não comprovou R$ 161,3 mil em despesas com fretamento de aeronaves. Ele teria de apresentar notas fiscais, quais passageiros usaram o transporte e explicar o vínculo do gasto com a campanha, mas não enviou as informações.

As recomendações de Gonet serão analisadas pelo ministro Benedito Gonçalves, responsável pelo julgamento das contas de Lula em 2018. O R7 pediu uma manifestação do ex-presidente, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

R7


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domingo, 16 de outubro de 2022

TRIBUNAL DO NINE: Com medo do povo saber a VERDADE: Alexandre de Moraes proibi a Polícia Federal e o CADE de investigar empresas de pesquisas manipuladoras

 PF já tem em mãos provas que as pesquisas invertiam números para prejudicarem candidatos pró-Bolsonaro, Assim, evitavam que os mesmos puxassem votos pra o atual presidente. E, INDUZIAM o eleitor ao migrar o voto para Lula.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, decidiu na noite dessa quinta-feira (13) vetar a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e de procedimento administrativo pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a atuação de institutos de pesquisas eleitorais. 

Moraes justificou a decisão afirmando haver “incompetência absoluta” da PF e do Cade para investigarem os institutos de pesquisa de intenção de voto e “ausência de justa causa” para apurarem a atuação das empresas. 

O ministro tomou a decisão com base no artigo 23 do Código Eleitoral, e disse ser dever da Justiça Eleitoral “fazer cessar as indevidas determinações realizadas por órgãos incompetentes e com indicativos de abuso de poder político e desvio de finalidade”. 

Moraes determinou ainda que a Corregedoria-Geral Eleitoral e a Procuradoria-Geral Eleitoral apurem “eventual prática de abuso de poder político, consubstanciado no desvio de finalidade no uso de órgãos administrativos com intenção de favorecer determinada candidatura, além do crime de abuso de autoridade”.

No despacho, Moraes disse serem precipitados os dois procedimentos abertos por determinação do Ministério da Justiça, órgão ao qual a PF está vinculada, e o Cade. “Ambas as determinações – MJ e Cade – são baseadas, unicamente, em presunções relacionadas à desconformidade dos resultados das urnas com o desempenho de candidatos retratados nas pesquisas, sem que exista menção a indicativos mínimos de formação do vínculo subjetivo entre os institutos apontados ou mesmo práticas de procedimentos ilícitos”. 

Investigações 

Ontem (13), a PF confirmou à Agência Brasil a instauração de inquérito policial para apurar a atuação dos institutos de pesquisa de opinião pública. O objetivo seria verificar se empresas do setor atuaram irregularmente, de forma a prejudicar o presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

A instauração do inquérito foi solicitada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ao qual a PF está subordinada. No último dia 4, ou seja, dois dias após a realização do primeiro turno das eleições gerais, Torres anunciou, no Twitter, que tinha pedido a abertura de inquérito policial para apurar supostas “condutas que, em tese, caracterizam a prática de crimes perpetrados” por alguns institutos.

No mesmo dia, o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, também pediu à Superintendência-Geral do órgão que analisasse se, no primeiro turno, houve erros intencionais nas sondagens de voto, caracterizando “suposta infração à ordem econômica”. A autarquia também está vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ambos os procedimentos foram motivados pela discrepância entre pesquisas de intenção de voto divulgadas na véspera do primeiro e o desempenho nas urnas acima do esperado por Bolsonaro, que tenta a reeleição. 

Encerrada a votação, Lula obteve 47,85% dos votos válidos (desconsiderados votos brancos e nulos). Um resultado que, considerando a margem de erro técnico, ficou próximo ao previsto pela maioria dos institutos de pesquisa. Já Bolsonaro alcançou 43,7%, ao menos 7 pontos percentuais superior a algumas das principais pesquisas divulgadas à véspera do primeiro turno, que apontavam uma diferença de até 14 pontos percentuais a favor do petista.

Agencia Brasil

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Pesquisa presidente ModalMais/Futura: Lula tem 46,9% dos votos totais, e Bolsonaro, 46,5%

 A sondagem foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-06280/2022.


Para o segundo turno da eleição presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46,9% das intenções de voto totais e o presidente Jair Bolsonaro (PL), 46,5%, de acordo com pesquisa Futura Inteligência, encomendada pelo banco Modal, divulgada nesta sexta-feira, 14.

Pela margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, há margem para empate técnico entre os candidatos.

O relatório da pesquisa não incluiu estimativa oficial dos votos válidos, isto é, sem contabilizar brancos e nulos (que é a contagem usada pelo Tribunal Superior Eleitoral para decretar o vencedor, já que votos brancos e nulos não são contabilizados). Foi divulgado apenas o percentual de votos totais.

Para a pesquisa, foram ouvidas 2.000 pessoas entre os dias 3 e 4 de outubro, usando a abordagem CATI (entrevista telefônica assistida por computador). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para um nível de confiança de 95%. A sondagem foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-06280/2022. Veja aqui o relatório da pesquisa divulgado pelos organizadores.


Votos totais

  • Lula (PT): 46,9%
  • Bolsonaro (PL): 46,5%
  • Não sabe, não respondeu ou indeciso: 2,3%
  • Branco/nulo: 4,3%.

Espontânea

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados e os entrevistados precisam responder por conta própria, os resultados foram:

  • Lula (PT): 46,0%
  • Bolsonaro: (PL): 45,8%
  • Não sabe, não respondeu ou indeciso: 3,4%
  • Branco/nulo: 4,7%
  • Outro: 0,1%.

Quem ficou na frente no 1º turno?

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno da eleição presidencial. Com 100% das urnas apuradas, Lula ficou com 48,43% dos votos válidos, e Bolsonaro, 43,20%, na votação do primeiro turno, realizado no domingo, 2.

Veja os detalhes do resultado

Para vencer em primeiro turno, um candidato precisaria de 50% dos votos válidos mais um, excluindo brancos e nulos.

  • Simone Tebet (MDB) teve 4,16% dos votos válidos;
  • Ciro Gomes (PDT) teve 3,04%;
  • Votos nulos e brancos somam 4,20%.

Revista Exame
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sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Dudu da Fonte leva seu grupo para o palanque de Raquel


O presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, decidiu com o seu grupo apoiar à candidatura da tucana Raquel Lyra ao Governo do Estado. 

Ele se curvou à vontade da maioria absoluta dos prefeitos, deputados e vereadores. Liderança de peso no Estado, com presença nacional, Dudu, como é mais conhecido, mostrou ser um gigante nas eleições deste ano. Foi reeleito e elegeu o filho Lula da Fonte também deputado federal.


Blog do Magno Martins

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