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sábado, 16 de julho de 2016

PERNAMBUCANA QUE ESCAPOU DE ATENTADO EM NICE/FRANÇA RELATA CENAS DE CAOS

Patrícia e sua amiga Zozan Baran foram salvas por rapazes que tentavam levá-las para tomar um drink



Zozan Baran (E) e Patrícia Neves (D) nas férias, em Nice
A "jovem Patrícia Neves, 21 anos, pernambucana, e cidadã suíça, estava na Alameda dos Ingleses com uma amiga, conversando com dois rapazes, cinco minutos antes do caminhão passar. Assistia aos fogos de artifício, quando foi surpreendida com barulho de ao menos quatro tiros".


Bastante assustada, Patrícia conversou com a reportagem da Folha de Pernambuco pelo facebook. Em poucas palavras, mostrou pânico ao relatar o que ocorreu. " Agradeço a Deus. Estava bem no meio onde tudo aconteceu e fui salva porque eu e minha amiga estávamos conversando com dois rapazes, que nos tiraram do local onde o caminhão passou. Foi tudo rápido. Me escondi atrás de uma caixa de lixo e ouvi quatro tiros. As pessoas corriam. Nós corremos. Muitos mortos".
Patrícia e sua amiga Zozan Baran passam férias em Nice. Viajam para Zurich, na Suíça, neste sábado (15). A mãe, Alice Hintermann, falou com a Folha pelo WhatsApp, e relatou a aflição quando soube do atentado. "Estava dormindo e fui acordada pela mensagem de minha filha. Eu e meu marido ficamos atordoados. Ligamos a televisão. Ficamos nervosos. Sem saber o que fazer. Minha filha foi salva por dois rapazes, que tentavam levá-las para tomar um drink. Enquanto conversavam, o caminhão passou ao lado".
O relato aflito da jovem pernambucana assemelha-se ao depoimento de um jornalista da AFP, que também estava presente no Passeio dos Ingleses, em Nice. "Foi o caos absoluto, pessoas estavam gritando", relatou. "Um caminhão branco avançou em plena velocidade para cima das pessoas qua estavam começando a deixar a orla", onde estava acontecendo uma queima de fogos de artifício pelas comemorações da Queda da Bastilha, feriado nacional da França, contou Robert Holloway.
"O caminhão passou muito perto de mim e só tive alguns segundos para me afastar", testemunhou o jornalista, ainda em estado de choque. "Eu pulei de lado para evitar o caminhão. Haviam destroços voando para todos os lados e tive que proteger meu rosto", continuou Holloway. "Depois disso, foi o caos absoluto. Muitas pessoas estavam gritando", descreveu. "Entendi logo que um caminhão desse tamanho com uma trajetória em linha reta só poderia ser um ato totalmente deliberado", descreveu.
Por Folha de Pernambuco
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