Com a proximidade do verão e a expectativa de chuvas, os alertas contra o mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue, zika e chikungunya também aumentam. Na última semana, por exemplo, foi confirmada a segunda morte por dengue esse ano em Pernambuco.
De janeiro a novembro de 2017, foram 4.443 casos de dengue confirmados em Pernambuco e 14.574 notificados. No mesmo período de 2016, o número de casos suspeitos foi de 113.151, o que representa uma redução de 87,1%. Também esse ano foram notificados 4.331 casos de chikungunya, com 1.197 confirmações, e 690 de zika.
Apesar dessa melhora nos índices, 153 municípios pernambucanos estão em situação de risco elevado para transmissão de arboviroses, o que representa 83% de todo o estado. “Então, é preciso manter a vigilância e fazer o dever de casa. Aqui na UPAE nós temos uma equipe de manutenção que faz a vistoria de toda a nossa unidade, e é preciso que cada um faça sua parte”, ressalta a coordenadora de enfermagem, Graziella Franklin.
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As arboviroses são um problema de saúde pública. Isso sem falar da relação entre a infecção pelo vírus da zika na gestação e a ocorrência da microcefalia em neonatos; da síndrome de Guillain-Barré; e do impacto econômico gerado por essas epidemias, que incluem os custos diretamente ligados à assistência, diminuição da produtividade e evasão de recursos oriundo das perdas com o turismo.
“A sociedade civil, assim como os serviços de saúde, educação e governo devem continuar engajados nessa luta. Os casos de dengue no Brasil caíram em torno de 90%, mas todos os esforços de prevenção e combate ao Aedes aegypti devem ser mantidos. O cuidado dever ser constante com relação à eliminação de locais com água parada e possíveis criadouros do mosquito. Aqui no HDM nós fazemos esse trabalho de conscientização e esperamos que a nossa campanha também ressoe na região”, finaliza a diretora de atenção à saúde, Tatiana Cerqueira.
Saiba quais os cuidados para eliminar focos do Aedes aegypti
Manter tampados caixas d’água, jarras, cisternas, poços ou qualquer outro reservatório de água.
Manter lixeiras tampadas e secas.
Evitar jogar lixo em terrenos baldios.
Colocar no lixo todo objeto que possa acumular água.
O lixo deve ser colocado em sacos plásticos bem fechados.
Lavar bebedouros de animais com uma bucha pelo menos uma vez por semana e trocar a água diariamente.
Cobrir e guardar pneus em locais secos, protegidos das chuvas.
Guardar garrafas secas de cabeça para baixo e não deixar no quintal objetos que acumulem água.
Encher pratos de plantas com areia.
Retirar a água acumulada sobre a laje.
Manter as calhas d’água limpas.
Portal SES - Secretaria Estadual de Saúde
Blog do Alberto Barbosa

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