Cerca de 200 manifestantes do Movimento Sem-Terra (MST), segundo a Polícia Militar, invadiram por volta das 5h desta quarta-feira (15/3) o Ministério da Fazenda. De acordo com a corporação, eles danificaram as dependências do edifício, jogando pedaços de pau e pedras. Vidros também foram quebrados. São uns verdadeiros vândalos, afirma um dos policiais.
Já o MST afirma que estão no local cerca de 1,5 mil pessoas. A entidade explica que a ação faz parte do Dia Nacional de Mobilização e Paralisação Contra a Reforma da Previdência, organizada por movimentos sociais do campo e da cidade que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
Os sem-terra chegaram em quatro ônibus, conforme informou a PM.
De acordo com a PMDF, as entradas e as laterais do prédio estavam quebradas, evidenciando marcas de arrombamento. Uma bandeira dos sem-terra está em pendurada em uma janela do edifício. Uma marcha se desloca pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Ministério da Educação (MEC) e, segundo os organizadores, o grupo é formado por trabalhadores de várias classes.
A ação faz parte do Dia Nacional de Mobilização e Paralisação Contra a Reforma da Previdência, organizada por movimentos sociais do campo e da cidade que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Em nota, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) alegou que a ocupação foi feita por conta da "perda de direitos e os retrocessos promovidos pelo governo Temer". O movimento tem sua centralidade na luta contra a reforma da Previdência, enviada pelo presidente Michel Temer em dezembro do ano passado.
O deputado esquerdista comunista Paulo Pimenta (PT-RS) presenciou a manifestação, que tomou todos os andares do prédio, e impedia a entrada dos servidores para a jornada de trabalho. "O governo Temer não tem legitimidade alguma para assumir um compromisso como esse", afirmou. Quando perguntado sobre os movimentos sociais, o deputado concluiu: "Não adianta quererem nos enterrar; somos como sementes. Germinamos aos milhares". Dizendo ser favorável a depredação ao patrimônio público.
Por:
G1 Brasília
Correio Brasiliense
Metrópoles
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