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sábado, 11 de maio de 2019

"O PROFESSOR:" POR ANDRÉIA ARAÚJO


"Um professor," para se tornar doutor, investe, pelo menos, 8 anos de sua vida ( se partir da graduação direto pro doutorado). Se fizer graduação, mestrado e doutorado, são 10 anos. Se fizer graduação, especialização, mestrado e doutorado, lá se vão 12 anos. Sim, 12 anos de universidade.
 
Todo esse tempo labutando com ensino, pesquisa e extensão. Produzindo, apresentando e publicando trabalhos. Participando de debates e congressos. Dando aula. Ministrando cursos. Participando de bancas. Emitindo pareceres. Orientando artigos, projetos de conclusão de cursos, TCC's e etc, etc, etc.

De repente, todo esse conhecimento arduamente produzido dentro dos parâmetros científicos e acadêmicos passa a não valer nada ante a palavra de um esquizoide qualquer que define a forma como nós, professores, devemos conduzir o trabalho para o qual nos preparamos ao longo da vida e diuturnamente - pesquisando e estudando métodos e teorias, produzindo e submetendo nossas ideias à comunidade científica - que, todos sabemos, não é muito conhecida pela generosidade. Sem comentar os diversos perrengues - familiares, socioemocionais, financeiros e de saúde - que enfrentamos durante e em virtude dessa caminhada extenuante e tão mal recompensada. Ainda assim, contra tudo e todos, persistimos cantando no mal tempo, porque temos a certeza daquilo que fazemos, e assentamos nossa autoridade e dignidade no conhecimento que produzimos.


Antes, a violência que se abatia sobre nós, profissionais da educação, era apenas financeira e a desvalorização social era decorrente dessa desvalorização financeira: ''Você é só uma professorazinha, ganha pouco''. 
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Agora, a violência é pior: a palavra e a autoridade intelectual do professor - que ainda mantínhamos, apesar de tudo - são jogados por terra. 

Somos confrontados por pessoas que não leem, não têm conhecimento de absolutamente nada e que se informam apenas por youtubers, líderes religiosos delirantes ou figuras obscuras sem nenhum (re)conhecimento científico e que são merecidamente proscritas do meio acadêmico. Ainda por cima, somos chamados de ''doutrinadores'', acusados e vilipendiados das piores formas possíveis sem que os difamadores se retratem ou sofram as devidas punições por suas afirmações criminosas que têm como intuito deslegitimar, mais uma vez, a profissão docente nos violentando moralmente. E, como se não bastasse, há ''professores'' que se alinham a esse evidente projeto de destruição da educação no país. Não me admira que a profissão esteja entre as menos procuradas pelos jovens, e que esteja, infelizmente, caminhando para a extinção.



Autoria : Andréia Araújo
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