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segunda-feira, 18 de março de 2019

PE; Com risco de vazamento, área perto de Tapacurá, em São Lourenço da Mata, será evacuada

Prefeitura recomenda que moradores próximos a adutora de Tapacurá saiam do local



A Prefeitura de São Lourenço da Mata recomendou que moradores de duas ruas situadas na faixa de domínio da adutora de Tapacurá desocupem seus imóveis. Segundo a administração, o trecho entre a Rua da Estrada da Compesa e a Rua das Papoulas é de potencial risco, considerando que há possibilidade de vazamento da tubulação. O local tem de 200 a 300 habitações que abrigam cerca de 500 pessoas, segundo a Compesa. A prefeitura ressalta que não há motivo para pânico. Nos próximos três meses, todos os moradores serão notificados individualmente, de acordo com a determinação judicial.

O Canal de Tapacurá passa por dentro da cidade de São Lourenço da Mata e a adutora tem uma estrada, que é área de domínio, há cerca de 50 anos. Duas décadas atrás, com o crescimento da cidade, a região começou a ser ocupada indevidamente. Segundo o procurador-geral do município, Nicolas Coelho, o povoamento não preocupou inicialmente a Compesa e as gestões anteriores. 

“Ninguém atinou antes que isso seria um problema. Neste momento, não há identificação de indícios de vazamento, mas há áreas que a Compesa não consegue vistoriar ou promover reparos por causa das casas e por ser uma adutora antiga, formada por um canal de concreto, enquanto as mais modernas são de aço. Pode até haver explosões”, explica.

A companhia entrou com ação pedindo reintegração do terreno en 2013. No fim do ano passado, o processo se acelerou e o município foi chamado a colaborar. “É uma medida preventiva, como a que está sendo tomada no edifício Holiday em Boa Viagem, por exemplo, para que não haja tragédias como a de Brumadinho, em Minas Gerais”, explica. Apesar de a área estar na esfera estadual, a administração municipal se comprometeu a dar suporte na notificação e levantamento dos moradores. Durante o período de desocupação, haverá uma equipe de prontidão para maiores esclarecimentos, de acordo com decisão judicial. 

O procurador-geral acredita que, a rigor, todos deveriam sair imediatamente. “O município não tem, entretanto, como arcar com auxílio moradia de tanta gente. Então, estamos estudando a possibilidade de chamar o estado para nos ajudar neste processo”, afirma.

O processo tramita na 2ª Vara Cível de São Lourenço. Em audiência judicial de 27 de fevereiro, a Compesa se comprometeu a implantar uma nova adutora passando ao largo do trecho atual. Prontificou-se também a desativar a tubulação que se encontra sob as casas com ocupação irregular. A obra terá custo de R$ 42 milhões e prazo de execução de 12 meses, após a finalização do processo licitatório que já está em curso, segundo informou a Compesa, por nota. Após a conclusão, os ocupantes dos imóveis poderão regressar.

Barragem Tapacurá. Foto: Teresa Maia/Arquivo/DP.

Boatos 

Por décadas, a barragem de Tapacurá tem sido fonte de tensão para os pernambucanos, sobretudo em função de boatos que já proliferavam muito antes das atuais fake news. Em 1975, dias depois de uma das maiores enchentes de que se tem notícia no estado, o rumor de que o reservatório havia se rompido e que suas águas inundariam o Recife provocou pânico e correria nas ruas da capital. O então governador de Pernambuco, Moura Cavalcanti, chegou a ordenar que a polícia prendesse em flagrante aqueles que propagassem as informações inverídicas. 

Notícia semelhante se espalhou rapidamente no chuvoso inverno de 2011, levando grande parte da população da cidade a sair do trabalho mais cedo e provocar um colapso no trânsito na volta para casa. Com as vias paradas, alguns passageiros do transporte público chegaram a abandonar os coletivos e caminhar por mais de dez quilômetros até chegar em suas residências.

Segundo maior sistema hídrico da Região Metropolitana do Recife, Tapacurá é responsável por 25% do abastecimento das cidades que formam a RMR. Em 2018, uma obra de manutenção na barragem interrompeu o fornecimento de água em mais de 50 localidades da capital e outros municípios, afetando cerca de 800 mil moradores.


Diário de Pernambuco
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