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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

RATOS NA PIPOCA:. "Kinitos" não tinha licença de funcionamento, diz Vigilância Sanitária




A fábrica Kinitosinterditada desde a última sexta-feira (28) após ser constatadas irregularidades na produção de alimentos, não possuía licença de funcionamento de acordo com a Vigilância Sanitária do Recife (Visa). Em meio às investigações sobre a presença de roedores dentro de sacos de pipocas, além de intoxicação alimentar por causa de biscoito, uma nova consumidora trouxe à tona mais um suposto caso de rato dentro do produto. Órgãos reguladores como Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Visa e a Delegacia de Polícia de Crimes contra o Consumidor acompanham o caso, que pode resultar aos responsáveis multas que variam de R$ 400 a R$ 9,600 milhões, além de processo criminal com pena que vai de dois a cinco anos de reclusão.
O novo caso é o da atendente de telemarketing Marília Borba, de 20 anos. Ela explica que encontrou um rato dentro da pipoca na última sexta-feira. “Eu abri a pipoca na frente do quiosque onde eu comprei. De imediato senti um cheiro forte e estranho, olhei a validade e estava para o dia 10 de março de 2019. Verifiquei a embalagem e vi que ela não estava violada. Voltei ao trabalho e continuei comendo.” Foi então que ela comentou com uma amiga sobre o cheiro da pipoca. “Ela olhou pra dentro e viu uma coisa preta. Despejamos e vimos que era um rato. Peguei tudo, falei com o vendedor para ele me ajudar com a denúncia e, nesse meio tempo, comecei a passar mal”, lembra. Tudo aconteceu na sexta-feira à tarde. Como no sábado a Delegacia do Consumidor estava fechada, ela registrou o Boletim de Ocorrência na última segunda. “E hoje (ontem), eu fui ao Juizado Especial e entrei com um processo.”
Com a repercussão do acontecido nas redes sociais, Marília disse ter recebido outros relatos semelhantes. “Isso gerou um indignação em mim, porque as pessoas não procuraram levar a história para sempre em troca de cesta básica, dinheiro. Isso é irresponsabilidade, é saúde pública, não pode ser assim. Eu quero que eles se responsabilizados.”


Um dos casos pelo qual a empresa está sendo investigada aconteceu no mês de agosto, em Abreu e Lima, quando crianças, ao dividir um pacote de pipoca, encontraram um roedor. “A empresa marcou uma reunião com as mães e entregou um kit de brindes para as crianças. Eles [a Kinitos] disseram às mães para levarem seus filhos para o médico e tomar antibiótico. A empresa não nega esse fato e deu uma ajuda a essas mães, segundo elas, de R$ 500 para cada uma. Só resta a foto e com a foto não podemos comprovar”, explica Beatriz Gibson, delegada da Delegacia de Polícia de Crimes contra o Consumidor. “As mães só se apavoraram quando uma das crianças comeu um dos biscoitos que recebeu no kit e teve dor de cabeça e náuseas. O biscoito foi encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC) e estamos esperando o resultado”, afirmou Gibson.
No final de setembro, os pais de uma criança de 9 anos, que encontrou um rato carbonizado dentro do pacote, também realizaram uma denúncia. O produto também foi encaminhado para o IC. A pipoca estava dentro do prazo de validade que expirava em fevereiro de 2019. Foi por causa dessa denúncia que a Visa foi até a fábrica, onde foram encontradas irregularidades.

“A fábrica da Kinitos não tinha licença da vigilância para funcionamento. Eles deram entrada no pedido de licenciamento esse ano. Porque até o ano passado todas as fábricas de alimento eram de competência da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), que é um órgão estadual. A partir de 2018, passou a ser de competência do município”, afirma Daniele Feitosa, gerente da Visa. “O que observamos é que existem irregularidades em relação ao controle de praga. Porque o controle não é somente a dedetização, mas também as barreiras físicas, como não ter frestas embaixo da porta, além de condicionar o lixo de forma adequada, manter o local limpo. O local onde a pipoca cai tinha algumas partes desgastadas, então não é de fácil higienização e limpeza. Por isso que foi interditada, porque observamos essas falhas. Se tem uma área que não obedece esse critério, ele já está sem cumprir o que a legislação pede.”
Toda a pipoca que estava sendo produzida e ensacada para a comercialização foi recolhida e incinerada pela Emlurb. “Eles só vão voltar a funcionar quando eles fizerem toda a estrutura da fábrica, nós voltarmos lá e liberar o funcionamento”, continua Daniele Feitosa. 

empresa tem um prazo de 15 dias para apresentar defesa. Ela pode ser indicada por armazenar e comercializar alimento impróprio ao consumo, que vai de dois a cinco anos de reclusão. Quando o estabelecimento foi interditado, é gerado um auto de infração pela Visa. Após o órgão julgar o processo, baseado nos fatos que foram evidenciados, pode ser aplicada uma multa que vai de R$ 40 a R$ 400 mil, variando de acordo com o porte do estabelecimento, a gravidade do ato, risco, se é primário ou reincidente e do que foi apresentado na defesa. “O objetivo da gente não é prejudicar o estabelecimento, é proteger a saúde da população. Então é importante que as pessoas saibam que aquela intervenção é para o bem dela. Não fazemos nada que não seja em prol da saúde pública. Somos promotores de saúde coletiva, para que a população receba serviços de qualidade”, insiste Daniele.
Além disso, por causa da interdição feita pela Visa por causa das condições irregulares de funcionamento, o Procon instaurou um procedimento de ofício. “Por isso, a empresa já está passível de multa, que pode variar de R$ 1.050 a R$ 9.600 milhões, dependendo do porte do estabelecimento e gravidade do ato. Se for provado o rato pela Polícia, será outro procedimento, com outra multa”, explica Roberto Campos, gerente de fiscalização do Procon-PE. O órgão também vai notificar a empresa para que ela apresente todas as documentações que são pertinente para a realização das atividades. Por nota, a Kinitos afirmou que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento sobre todos os fatos, que realiza semanalmente o controle de pragas e insetos em todo seu estabelecimento empresarial e há a coleta regular de lixo, não existindo a possibilidade que justifique a proliferação de pragas. Sobre os demais casos, ela não se pronunciou. A reportagem também pediu acesso às documentações que provassem a regularidade da empresa com os órgãos de vigilância sanitária, mas não obtivemos retorno até o fechamento desta edição.

FOLHA PERNAMBUCO




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