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terça-feira, 13 de junho de 2017

SDS aponta média diária de 5,5 assaltos a ônibus no Grande Recife

Operação Transporte Seguro colocou PMs dentro dos coletivos com o ônibus em movimento

A Secretaria de Defesa Social (SDS) divulgou esta segunda-feira (12) o balanço de assaltos a ônibus no Grande Recife este ano. Foram 737 registros de 1° de janeiro até as 9h50 da quinta passada (8), o que dá uma média de 5,5 assaltos por dia. O número é diferente do contabilizado pelo Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, que aponta 1.850 ocorrências de janeiro até o domingo (11). O levantamento da Gerência de Análise Criminal e Estatística da SDS foi feito a partir do cruzamento de boletins de ocorrência. Já a entidade sindical não revelou à reportagem de onde extraiu seus dados.

Segundo a SDS, o pico de violência este ano foi em janeiro, com 196 assaltos, uma média diária de 6,41. Os números foram caindo nos meses seguintes: 174 em fevereiro, 146 em março, 102 em abril e 103 em maio. Nos oito primeiros dias de junho, o órgão notificou 17  (e não 16, conforme havia informado no primeiro material enviado à imprensa). Já o sindicato levantou 104 roubos nos últimos 11 dias.

Ao todo, foram realizadas este ano 78 prisões. A última divulgada pela Polícia Civil ocorreu na sexta (9). Jefferson Gomes da Costa, 29 anos, foi flagrado com maconha, crack e uma arma no bairro de Jardim Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Segundo a investigação, ele foi reconhecido por motoristas e cobradores por envolvimento em roubos na Estrada da Muribeca (PE-17). 

“A gente vem experimento uma redução [de assaltos]. Em janeiro a gente teve uma média diária de 6,4 e, em junho, estamos com média de 2,1, o que demonstra que o trabalho feito pela força tarefa da Polícia Civil, que investiga esses roubos, vem surtindo efeito. Também tem o trabalho da Polícia Militar, que monta seus bloqueios e faz as abordagens”, comentou o delegado Joel Venâncio, da Diretoria Integrada Metropolitana, em coletiva à impressa nesta segunda.

Metodologia

O assistente de comunicação do Sindicato dos Rodoviários, Genildo Pereira, afirmou ao portal FolhaPE que a categoria contesta os números oficiais. “Não podemos divulgar nossas fontes, mas posso afirmar que são fidedignas. A polícia, por exemplo, não registra como roubo a ônibus se os ladrões não levaram o apurado da empresa”, disse.

O delegado rebateu esta afirmação mais cedo durante a coletiva. “As empresas já estão obrigadas a fazer os registros ainda que elas mesmas não sejam vitimas, ainda que sejam vítimas apenas os passageiros. A Gace, que é Gerência de Análise Criminal e Estatística da SDS, cruza todos os boletins para saber se são relativos ao mesmo fato, porque, num mesmo caso, há várias vítimas, e dá esse número que a gente trabalha na investigação. Não sei qual a metodologia utilizada pelo sindicato. A qualquer tempo [o sindicato] poderá nos apresentar uma relação de vítimas”, respondeu.

Combate ao crime

O assistente também acrescentou à reportagem que a categoria está insatisfeita com atuação da SDS no reforço da segurança nos ônibus. “Acreditamos que as ações ainda são acanhadas. Afinal de contas, são os usuários e trabalhadores quem sentem na pele a crescente violência. Nos últimos três anos, mais de 500 funcionários foram afastados por síndrome do pânico, estresse. Nas estações de BRT ainda não têm câmeras de segurança”, denunciou.

Na coletiva, o delegado informou o que a SDS está fazendo para reduzir os assaltos. "A gente faz uma reunião semanal para monitorar onde estão os focos de maior incidência e ai a gente joga todo o nosso esforço ali. A Polícia Militar faz a parte ostensiva e nós [Polícia Civil] fazemos a parte da investigação, que é fundamental ao combate deste crime, porque, com a investigação, a gente vai naquelas pessoas que estão reiteradamente praticando os crimes, tirando essas pessoas de circulação e, com isso, fazendo com que o número de roubos diminua."


FOLHA PE
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