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sábado, 17 de junho de 2017

Polícia Civil prende quadrilha que "queimava pessoas vivas" em Pernambuco


A Polícia Civil apresentou, na manhã desta sexta-feira (16), a prisão de uma quadrilha que cometia diversos homicídios e amedrontava os moradores do bairro dos Estados, no município de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. À frente do caso, a delegada Euricelia Nogueira informou que os criminosos atuavam liderando o tráfico de drogas da região e lucravam pelo menos R$ 80 mil mensais com o crime.

Foram presos Vagner das Chagas Candido, o Monteiro, considerado o líder do grupo criminoso e Orlando Timóteo da Silva, que, segundo a polícia, era quem mais cometia crimes cruéis. Além deles, Ednaldo Galindo Vieira, o Gago; Jallysson dos Santos, o Jaja; Geraldo Timóteo da Silva e Igor Matheus Silva de Araújo também foram detidos pela polícia.
A investigação teve início em março de 2017, após uma tentativa de homicídio que não deu certo. Na época, a vítima foi resgatada pela população local e a quadrilha incendiou os carros dos envolvidos no resgate para se vingar. 

De acordo com a delegada Polyanna Neris, também responsável pela investigação do caso, a prisão de Monteiro foi realizada dentro da casa dele. Ele explicou que a residência ficava no fundo do terreno dos pais e houve tentativa de fuga. "A casa era bem mobiliada, com um padrão de vida razoável. No momento que a gente chegou, ele tentou fugir pelo telhado, mas conseguimos detê-lo", contou Neris. 
A quadrilha atuava em Camaragibe e assustava principalmente os moradores do bairro dos Estados. "Eles vinham praticando diversos homicídios na área e a população estava com medo e constrangida de fazer alguma coisa", complementou a delegada Neris. Para Euricelia, a marca dos criminosos era o requinte de crueldade nos assassinatos.

"Eles machucavam as vítimas com lesões feitas por armas brancas, em seguida elas tinham os corpos queimados ainda vivas", relatou a delegada de Camaragibe. Para ela, o principal objetivo com as mortes bárbaras e violentas era causar medo nos populares e impor um toque de recolher no bairro. 
"No dia da prisão do Monteiro tivemos que entrar pelo muro da casa vizinha. A dona da casa ficou muito feliz. Chegou a bater palma, justamente por causa do terror que eles causavam", disse Euricelia. 

Os assassinatos tinham sempre ligação com o tráfico de drogas da região. Os criminosos vão responder por pelo menos quatro homicídios consumados, incêndio a testemunha, tráfico de drogas, associação criminosa e outros.

PE10



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