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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Mecânico mutila partes íntimas de namorada e é preso em Goiânia



Um crime brutal foi registrado nesta quinta-feira (29/6) em Goiânia (GO). O auxiliar de pedreiro Tiago Gomes Alves, 27 anos, acabou preso depois de ser acusado de agredir e mutilar a região genital da namorada, 26, na capital goiana.
De acordo com informações da Polícia Civil ao G1, a vítima foi mantida presa em casa por dois dias, sangrando, após a violência. Laudo que analisou ferimentos descreve ato como “tortura bárbara”. Ao ser apresentado pela polícia, nesta quinta-feira (29), o jovem diz que bateu na companheira por ter sido traído, mas nega mutilação.
O casal se relacionava há cinco anos. Saiu do Tocantins para morar em Goiânia este ano. Durante esse período, a jovem relatou que foi agredida várias vezes e até já registrou um boletim de ocorrência contra ele.
A vítima, que trabalhava como assistente de produção, contou à polícia que as agressões mais graves aconteceram no dia 22 de junho. “O Tiago bateu nela, colocou uma toalha ao redor da cabeça da vítima e deu vários chutes, cortou o cabelo dela e, por fim, a levou até o sofá onde mutilou a região genital da companheira”, disse a delegada responsável pelo caso, Ana Elisa Gomes.
A jovem só conseguiu sair de casa após uma prima dela ir ao local e a socorrer. Um laudo feito pelo Instituto Médico Legal (IML) comprovou as diversas agressões e mutilação. “Quanto à lesão em genitália, é óbvio que houve a intenção de produzir a mutilação sexual da vítima”, aponta o documento.
De acordo com a delegada, após a agressão, o suspeito fugiu e ficou escondido em casa de amigos. Ele foi preso ao se apresentar na delegacia. Em depoimento, disse que agrediu a namorada, mas não a mutilou. “A gente teve um desentendimento porque ela estava me traindo, não aconteceu isso tudo que estão falando não. Estão colocando mais coisas do que realmente aconteceu”, disse o suspeito durante a apresentação.
O rapaz está preso preventivamente e vai responder por tortura, cárcere privado e injúria. Se condenado, pode ficar até 15 anos preso.

G1
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