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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ataque de mexilhão asiático paralisa abastecimento de água em Piaçabuçu e ameaça fornecimento de energia no Nordeste


O ataque de um mexilhão exótico de origem asiática (mexilhão dourado) aos sistemas de abastecimento de água de vários municípios ribeirinhos São Francisco causou a paralisação do serviço em Piaçabuçu, desde a última quinta-feira (15). O problema poderá ocorrer em qualquer outra cidade causando também problemas de saúde as pessoas. A coloração de água fica marrom e com gosto estranho, propriedade que ainda não foram avaliadas pelas autoridades de saúde.
A presença do mexilhão dourado em todo rio São Francisco já é uma realidade e segundo ambientalistas é uma ameaça não só ao sistema de abastecimento de água das cidades como também das hidrelétricas do complexo Paulo Afonso. Segundo informações do Ibama, esse tipo de mexilhão se prolifera com muita rapidez e facilidade se deslocando como larva e se fixando em superfícies sólida e molhada, formando colônias enormes, paralisando engrenagens. Outro dando causado pelos mexilhões dourados são a destruição de espécies nativas.
Essa espécie sobrevive em habitat de água salobra e o temor é que chegue as lagoas de Jequiá, Mundaú e Manguaba onde pode ser uma ameaça ao sururu, grande responsável pela geração de emprego e renda e alimento de milhares de famílias em Maceió.
O mexilhão dourado está sendo considerado o segundo maior “poluído natural” do rio São Francisco, depois do tucunaré, que também que originário do Amazonas e chegou ao Velho Chico através de criadores. O Tucunaré, conhecido como o “predador do São Francisco”, proliferou em todo rio destruindo a fauna nativa como surubins, pintados e a carapeba.
De onde vem  
O mexilhão-dourado é um molusco bivalve originário da Ásia. A espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de lastro de navios cargueiros, tendo sido a Argentina o ponto de entrada. Do país vizinho chegou ao Brasil. Hoje a espécie já foi detectada em quase toda a região Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.
Durante a fase larval, o mexilhão-dourado é levado livremente pela água ou por vetores (objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior) até que termina se alojando em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando grandes colônias.
Por ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não ter predadores na fauna brasileira, o mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora. Pelos danos que causam, as espécies exóticas invasoras são consideradas “poluição biológica”. Estudos mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição de habitats.
Para saber mais sobre espécies exóticas invasoras, acesse o site do Instituto Hórus: http://www.institutohorus.org.br/
Dentre os prejuízos causados pelo mexilhão-dourado podemos citar:
– Destruição da vegetação aquática;
– Ocupação do espaço e disputa por alimento com os moluscos nativos;
– Prejuízos à pesca, já que a diminuição dos moluscos nativos diminui o alimento dos peixes;
– Entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação;
– Entupimento de sistemas de tomada de água para geração de energia elétrica, causando interrupções frequentes para limpeza e encarecendo a produção;
– Prejuízos à navegação, com o comprometimento de boias,  trapiches, motores e de estruturas das embarcações.



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