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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Suspeito de envenenar nove pessoas em Camaragibe tem prisão temporária decretada

Coletiva da Polícia sobre o caso do envenenamento de nove pessoas

Já se encontra preso o suspeito do envenenar nove pessoas de uma mesma família em Camaragibe, no Grande Recife. A Justiça de Pernambuco decretou, nesta quarta-feira (17), a prisão temporária do ex-namorado de Débora Regina Belo Soares, de 22 anos e uma das vítimas que se encontra em estado grave no Hospital da Restauração, no Recife. O anúncio da prisão de Jesemiel Hidalgo da Silva, de 27 anos e identificado como Kiko, foi feito esta tarde em coletiva à imprensa da Polícia Civil de Pernambuco, no Centro do Recife.

“Kiko” foi preso logo após prestar depoimento, na Delegacia de Camaragibe, mas o local em que ele ficará não foi divulgado por razões de segurança, já que o clima de comoção e revolta na cidade é intenso. A prisão durará, no mínimo, 30 dias, até que as investigações sejam concluídas. Mas, para a Polícia Civil, não há mais dúvidas de que o rapaz é o autor do envenenamento com base no laudo toxicológico e em depoimentos de 16 pessoas já ouvidas desde segunda-feira (15).
Delegacia de Camaragibe

Segundo Joselito Kehrle, chefe da Polícia Civil de Pernambuco, o veneno foi encontrado tanto no material regurgitado por um gato, que morreu, quanto pelas vítimas. "A delegada ainda tem 30 dias para concluir as investigações, mas, por enquanto, trabalhamos com tentativa de homicídio", disse o chefe da Polícia Civil.

Segundo relatos da família, Débora tentava terminar um relacionamento de três meses com ‘Kiko’, mas ele não aceitava. Para a Polícia, essa seria a motivação do crime. "Um dos fundamentos desse pedido de prisão foi o fato de ele se dizer caminhoneiro e conhecer muitos lugares. Poderia se evadir", explicou a delegada Euricélia Nogueira, responsável pelas investigações. Ele também já foi preso em 2013 com moto roubada e respondia a inquérito por receptação. 

Chumbinho 
O envenenamento foi da comida servida no almoço do Dia das Mães na residência da família, no bairro de Jardim Primavera. A perícia indicou que a substância usada foi o chumbinho, colocado no colorau utilizado em vários pratos do almoço.

"Pude comprovar que comeram muito feijão e galinha com terbufós [princípio ativo do chumbinho]. A panela de feijão, de seis litros, estava num nível bem mais baixo. Falo até que um quilo de feijão tenha sido consumido", comentou a perita Vanja Coelho.

Ela descreveu a cena do crime. Primeiro, encontrou uma concentração de vômito do gato da família. A amostra foi a que possibilitou o maior número de conclusões, já que, segundo a perita, ainda conservava uma substância clara e pastosa característica dos efeitos do envenenamento. 

"Em pouco tempo, temos um caso fechado com prova material. Temos esse objetivo de sempre trabalhar com essa rapidez nos casos em que for possível", afirmou a gerente geral da Policia Científica, Sandra Santos.

Das nove pessoas envenenadas, seis seguem internadas e três se encontram em estado mais grave: Débora, o pai e a irmã dela. As três que tiveram alta já foram ouvidas pela Polícia.

Depoimento
Ao todo, segundo a polícia, 16 pessoas já foram ouvidas pelo caso. Nesta quarta, o avô de Débora, Augusto Francisco Soares, 91, foi ouvido no HR. "O avô fechou o caso quando me disse que ele (Kiko) esteve na casa dele, brigou com ela e disse que a mataria e se mataria", contou a delegada. Segundo ela, o homem possui problema de visão, mas disse ter ouvido a ameaça.

Ainda de acordo com a delegada, Débora fez sinal com a mão ao ser questionada pela mãe sobre se o responsável pelo envenenamento foi Kiko. "Todas as vítimas e indícios apontam para ele", afirmou Euricélia. Kiko não confessou e disse ter visto a ex-namorada pela ultima vez na terça-feira da semana passada, antes do Dia das Mães, e não no sábado, como disse o avô da jovem. O avô de Débora contou nunca haver gostado de Kiko e que o achava agressivo. 

Kiko teria se apresentado na noite dessa terça-feira (16), por volta das 22h, mas o depoimento dele só ocorreu nesta quarta, mesmo dia em três parentes de Débora Regina Belo Soares, que é ex-namorada do suspeito, prestaram depoimento.

Em conversa com a reportagem, os familiares informaram que Kiko apontou o ex-marido de Débora como o suspeito de haver cometido o crime. Apesar do ex-marido ser vizinho da jovem, os familiares não acreditam que ele pode ter cometido o crime e apontam Kiko como o responsável. 

Débora permanece internada em estado grave no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na área Central do Recife. A avó da garota informou que ela saiu da ala vermelha e foi transferida para a ala amarela. No entanto, Débora permanece entubada. 

O irmão de Débora, Talisson Gomes Soares, segue internado no Hospital Nossa Senhora do Ó, no Janga, em Paulista, também na Região Metropolitana do Recife, Os familiares informaram que ele evolui bem. Já o pai da jovem, Reginaldo Francisco Soares, também está internado no Nossa Senhora do Ó e evolui bem.

O avô de Débora e as tias, Nilva Maria da Silva e Valquirene Maria Soares, permanecem internados no HR.


FOLHA PE
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