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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Dezesseis pacientes morreram por doença neuroinvasiva em Pernambuco

O número faz parte do balanço sobre os riscos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Pelo menos 120 pernambucanos tiveram alguma doença neuroinvasiva suspeita de complicação de chikungunya, dengue ou zika em 2016. A maioria (41,9%) tem entre 20 e 59 anos e 50,9% são mulheres. O quadro neurológico mais frequente foi a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), mas há descritas outras enfermidades relacionadas às arboviroses. 

Dezesseis pacientes morreram o que representa uma letalidade de 13%. O número faz parte do balanço apresentado ontem, pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), sobre os riscos ao sistema nervoso central de pacientes que tiveram alguma das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os dados, coletados em três hospitais sentinelas, são apenas uma amostragem do cenário que pode ser maior. 

Do total de notificações, o Hospitail da Restauração somou 102 pacientes (85%), o Correia Picanço teve 12 (10%), e o Mestre Vitalino, em Caruaru, 6 (5%). Em 77 pessoas, os agravamentos foram registrados entre 29 de maio e 3 de dezembro. Até agora 58 pacientes apresentaram provável infecção por chikungunya e/ou dengue, 26 foram descartados para todas as arboviroses, 31 foram inconclusivos e cinco continuam em investigação. Ainda não há registros positivos da implicação do zika nos quadros neurológicos de 2016. 

O coordenador de Síndromes Congênitas e Neurológicas relacionadas às Arboviroses da SES, Jadson Galindo, comentou que a ausência de achados laboratoriais do zika nos pacientes não significa que este vírus não tenha implicação nos adoecimentos. “Temos disponível de forma confiável a técnica PCR (biologia molecular) para testar o zika, e nesse exame a coleta tem que ser feita até o 5º ou no máximo 7º dia dos sintomas. No quadro neurológico, os sintomas aparecem muito posteriores e isso prejudica essa análise”, justificou. 

A dificuldade diagnóstica também explica o grande percentual (25,8%) de casos que ficaram sem conclusão para qualquer uma das arboviroses. “Os exames de PCR e sorológicos têm prazos. Até 45 dias, tenho como positivar uma sorologia, mas algumas doenças neuroinvasivas aconteceram tardiamente. Em alguns casos essa coleta passou do tempo ou por erro de amostra não foi possível o processamento”, reforçou. Até mesmo os óbitos estão aguardando os resultados laboratoriais. 

A Síndrome Guillain-Barré (SGB) teve o maior número de mortes relacionadas com as arboviroses, com seis óbitos, e de adoecimentos, com 40 registros. Isso mostra uma prevalência com a síndrome, que é uma doença autoimune caracterizada pela paralisia dos membros. O pai da funcionária pública Sandra Alves, 53 anos, teve SGB em janeiro de 2016 após ter zika. “Na mesma semana que ele teve os sintomas da virose começou a apresentar esquecimentos e ‘travar’ as pernas. Até pensamos que fosse um AVC. Como teve um atendimento rápido, sobreviveu”, contou. Outras doenças neuroinvasivas detectadas foram mielites, encefalite e meningoencefalite. 

As notificações sobre os quadros neurológicos por suspeita de arboviroses se tornaram obrigatórias no Estado a partir de maio de 2016. Um estudo realizado em 2015 pela médica Lucia Brito verificou que 150 pacientes deram entrada no Hospital da Restauração com doença neurológica pós-quadro viral. Desse, 99 foram revisados e 55 eram de SGB. A síndrome teve um aumento de 260% na comparação com 2014.


FOLHA PE
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