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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

EFEITOS DA SECA: DO AÇUDE DA MANHOSA, RESTOU APENAS O SOLO RACHADO

Imagem capturada pelo ambientalista no último domingo (19) incomoda os olhares – Foto: Arnaldo Vitorino Silva
Essa semana o historiador e ambientalista Arnaldo Vitorino Silva publicou várias imagens em sua conta pessoal no Facebook, dando conta do atual estado em que se encontra um dos mais populares reservatórios de água que fica quase no perímetro urbano de Santa Cruz do Capibaribe, o Açude da Manhosa.
Há quinze dias ainda havia considerável quantidade de água no local – Foto: Arnaldo Vitorino Silva 
Nos registros feitos pelo ambientalista é possível ver o cenário típico da seca, chão rachado e aves nativas em busca de alimento do que sobrou, seres menores que agonizam em meio a lama. Algumas das imagens foram feitas há cerca de quinze dias, outras na último domingo, dia 19.
 "Açude da Manhosa há 15 dias atrás e no dia de ontem (19/02/2017). Só resta as pequenas garças se alimentando de algum peixe que inda teima em nadar na lama ou de algum inseto que nessa lama ficou preso", avaliou Arnaldo.
Aves migratórias tiveram último banquete na situação de vulnerabilidade em que se encontravam peixes sobreviventes – Foto: Arnaldo Vitorino Silva
Meses antes o açude ainda resistia ao longo período sem chuvas marcantes e era utilizado para retirada de água que quase sempre servia para construção ou regagem de plantas em áreas públicas e privadas.
Durante um longo período água do reservatório ainda servia para pipeiros que utilizavam a mesma para fins de regagem e construção – Foto: Arnaldo Vitorino Silva
O Açude da Manhosa, apesar de pequeno, foi um dos que mais tempo conseguiu manter água reservada, embora tenha sofrido frequentemente a ação humana que se resume a material não orgânico despejado em suas margens e até mesmo esgotos e cargas de lixo.
Nos registros do terceiro domingo de fevereiro de 2017, apenas pequenas poças restaram – Foto: Arnaldo Vitorino Silva
 Lixo, carcaças de peixes e de motocicletas
Partes de veículos provavelmente roubados começam a ser encontrados no local – Foto: Arnaldo Vitorino Silva
A triste história do açude não se resume apenas ao seu processo de secagem. Agora, sem água, o reservatório seco também exibe um outro problema social, a violência. É fácil encontrar diversas partes de veículos que provavelmente foram roubados ao longo de anos e consequentemente descartados dentro do açude quando o mesmo ainda tinha boa quantidade de água.

Não existe uma definição de ação para as peças que em sua grande maioria não possuem mais serventia, e que portanto permanecerão no local até que alguém as tirem ou esperadas chuvas voltem a encher o açude e diante disso escondam a lembrança de que um dos símbolos ambientais do município, hoje seco, serviu e serve também como ponto de apoio para a criminalidade.
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