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TEMPO EM JATAÚBA - PE

sábado, 28 de janeiro de 2017

ASCENSÃO DE UMA TRADIÇÃO CULTURAL E RELIGIOSA NA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO, NA QUERIDA CIDADE DE JATAÚBA, PE



A cultura é, seguramente, um tema de muita importância para abrangermos melhor não só nossas estirpes, mas também a influência do nosso cotidiano em relação a nossa maneira de agir e ver o mundo.

A representatividade da cultura não é algo circunscrito ao Brasil, ao nosso estado, à nossa cidade, mas em todos os países, em todos os lugares, as pessoas vivenciam determinada cultura e, de alguma forma, isso a diferencia e permite que seja reconhecida como um grupo diferente dos outros.

A expressão cultura é utilizada com diferentes significados, como por exemplo, no campo da biologia. No nosso dia a dia, habituamos dizer que uma pessoa tem cultura quando frequentou boas escolas, leu bons livros, adquiriu conhecimentos científicos, teve uma boa formação religiosa etc...

Existem, portanto, dessemelhantes maneiras de pensar e ver o mundo. Cada uma delas está relacionada à cultura dos diversos grupos sociais que compõem nossa cidade, nosso estado, nosso país e o mundo.

O homem pode compreender, então, que a cultura está ligada às tradições e aos valores de uma sociedade, comunicadas de uma geração a outra. É respeitável incluirmos, também, que a fusão de culturas diversas dá origem a uma nova cultura que chamamos de Aculturação. Equivalente a esta realidade existe a Contracultura, que é uma cultura alternativa, cultura marginal. É uma forma de manifestação cultural em oposição aos valores tradicionais estabelecidos pela sociedade. É uma oscilação de pessoas que se opõem radicalmente a determinados valores considerados importantes em uma sociedade dividida em classes sociais.

Há quinhentos e dezessete anos que fomos colonizados numa perspectiva de uma colonização de exploração, pelos portugueses, que trouxeram consigo os primeiros missionários para a Terra de Santa Cruz, destacando-se os missionários jesuítas, franciscanos etc., que se doaram incansavelmente pela evangelização dos povos indígenas. Não podemos esquecer, também, os povos africanos que vieram escravizados pelos europeus, vítimas de uma falsa cultura e tradição, que os fizeram pessoas excluídas e desprovidas de sua dignidade humana; a cultura da escravidão perdurou por séculos em nosso país.

Dentro deste contexto, houve uma mistura de várias culturas: europeia, africana, indígena, etc., sabendo que, de uma certa forma, todas essas influências culturais aconteceram dentro de um contexto religioso chamado catolicismo, por causa da religião predominante da época.

O Documento da Conferência Episcopal Latino-Americana de Aparecida, no Capítulo X, trata do tema: Nossos Povos e a Cultura. No qual no N° 480, podemos encontrar uma das seguintes reflexões: “Muitos católicos se encontram desorientados frente a essa mudança cultural. Compete à Igreja denunciar claramente “estes modelos antropológicos incompatíveis com a natureza e dignidade do homem”. É necessário apresentar a pessoa humana como o centro de toda a vida social e cultural, resultando nela: a dignidade de ser imagem e semelhança de Deus e a vocação de ser filhos no Filho, chamados a compartilhar sua vida por toda a eternidade. A fé cristã nos mostra Jesus Cristo como a verdade última do ser humano, o modelo no qual o ser humano se realiza em todo o seu esplendor ontológico e existencial. Anunciá-lo integralmente em nossos dias exige coragem e espírito profético. Neutralizar a cultura de morte com a cultura cristã da solidariedade é imperativo que diz respeito a todos nós e que foi objetivo constante do ensino social da Igreja. No entanto, o anúncio do Evangelho não pode prescindir da cultura atual. Esta deve ser conhecida, avaliada e em certo sentido assumida pela Igreja, com linguagem compreendida por nossos contemporâneos. Somente assim a fé cristã poderá aparecer como realidade pertinente e significativa de salvação. Mas essa mesma fé deverá gerar modelos culturais alternativos para a sociedade atual. Os cristãos, com os talentos que receberam, talentos apropriados deverão ser criativos em seus campos de atuação: o mundo da cultura, da política, da opinião pública, da arte e da ciência”.




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Sua Santidade o Papa Francisco, na Evangelii Gaudium, fala sobre Alguns desafios culturais [61-67], o Desafio das culturas urbanas [71-75], e sobre os Desafios da inculturação da [68-70], onde também podemos refletir o seguinte no n° 69: Há uma necessidade imperiosa de evangelizar as culturas para inculturar o Evangelho. Nos países de tradição católica, tratar-se-á de acompanhar, cuidar e fortalecer a riqueza que já existe e, nos países de outras tradições religiosas ou profundamente secularizados, há que procurar novos processos de evangelização da cultura, ainda que suponham projetos a longo prazo. Entretanto não podemos ignorar que há sempre uma chamada ao crescimento: toda a cultura e todo o grupo social necessitam de purificação e amadurecimento. No caso das culturas populares de povos católicos, podemos reconhecer algumas fragilidades que precisam ainda de ser curadas pelo Evangelho: o machismo, o alcoolismo, a violência doméstica, uma escassa participação na Eucaristia, crenças fatalistas ou supersticiosas que levam a recorrer à bruxaria, etc. Mas o melhor ponto de partida para curar e ver-se livre de tais fragilidades é precisamente a piedade popular”.


Assim, podemos perceber que a sociedade, ao longo da história e do tempo, está sujeita às mudanças, sejam elas no âmbito político, econômico, social e, claro, religioso. E que segundo a sociologia, a Igreja é uma das principais instituições da sociedade. Pois a mesma desempenha uma função social indispensável.

Dentro deste contexto, partindo para a realidade histórica de nossa paróquia, conforme está no brasão da mesma, desde 1857, que podemos constatar a devoção a São Sebastião, mártir glorioso da Santa Igreja Católica, na época em que os tropeiros chegavam a descansar na sombra do pé de jatobá. Desde então, missas, procissões e outras manifestações religiosas começaram a se difundir na pequenina vila. Com suas alvoradas festivas, quermesses e confraternizações religiosas, dentro de um contexto familiar e saudável permeados pelos verdadeiros valores éticos e morais. O tempo passou e já se completaram 160 anos de tradição, de fé e de bons costumes em nossa cidade.

Até hoje, os filhos ausentes e presentes, marcam presença e se alegram com o bom êxito e o crescimento religioso e cultural da festa de São Sebastião, em Jataúba - PE. Tem sido um momento de muita devoção e piedade em suas manifestações de fé e confraternização entre as pessoas de boa vontade.

Como esquecer a alvorada festiva no dia 11 de janeiro de 2017; os hasteamentos das bandeiras do Vaticano, da nossa querida Diocese de Pesqueira e de nossa Paróquia, contando com a presença do Grupo da Terceira Idade de nossa cidade e o saudoso café da manhã? Como esquecer os noiteiros, a visita à Cadeia Pública, ao Hospital (no qual se iniciou procissão da bandeira, sendo acompanhada por uma multidão de fiéis), a celebração da Unção dos Enfermos, as celebrações eucarísticas, a belíssima Cavalgada (mais de trezentos vaqueiros, de perto e de longe, marcaram presença), as girândolas festivas, homenageando todas as noites o padroeiro, o passeio ciclístico incentivando as crianças e a juventude à prática do lazer e do esporte? Como esquecer a Carreata de São Sebastião (na qual a Igreja incentiva o cuidado no trânsito e a prática das leis), a Missa da Vigília esperando a chegada do dia vinte de janeiro; o porta a porta missionário, a presença de sacerdotes de várias paróquias, a presença de todas as comunidades rurais (onde todas receberam mudas de plantas, contribuindo, assim, com o meio ambiente), a Matriz e a praça lotada de fiéis; a missa solene no dia vinte de janeiro e a de encerramento; o show religioso (e por que não dizer cultural?), a presença da quase centenária Banda Filarmônica São Sebastião; a tradicional procissão pelas ruas de nossa cidade, acompanhada por uma multidão de fiéis (que segundo os moradores de nossa cidade, foi a maior procissão de todos os tempos); o parque de diversões favorecendo a alegria e o lazer do povo? E as fitas vermelhas de pedidos e promessas amarradas no portão da Igreja Matriz, expressando a fé e a devoção do nosso povo?
Imagem: Hasteamento das Bandeiras: Vaticano, Diocese e Paróquia de São Sebastião

Imagem: Café da manhã, oferecido aos fieis

Imagem: Celebração Missa dos Enfermos

Imagem: Abertura da Festa/Hospital/Procissão da bandeira até a Matriz

Imagem: Passeio Ciclístico das festividades do Novenário de São Sebastião! 

Imagem: Vaqueiros/Cavalgada dos noiteiros do Novenário de São Sebastião 2017

Imagem: Noite dedicada as Crianças/Escolas do Município

Imagem: Banda de Pífano do Jacu/Noite das Comunidades Rurais

Imagem: Quermesse/ Jovens do EJC
Imagem: Noite dos Motoristas e Motoqueiros

Imagem: Orquestra Filarmônica São Sebastião - Jataúba, PE

Imagem: 20/01 - Logo após a procissão, os fieis dizem sim pra Festa Religiosa 

Imagem: Noite da Vigília 19/Esperando o dia 20 - Dia do Padroeiro 

Imagem: Maior Procissão da História da Festa de São Sebastião - Chegando próximo ao Hospital, os fieis/devotos vinham por trás do clube municipal. 

A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas sorrindo, comida e área interna
Imagem: Jovens do EJC/Comidas típicas apreciadas por fieis após as celebrações, durante todo novenário de São Sebastião 2017.

E mais, como esquecer da nossa quermesse paroquial, valorizando e incentivando a partilha, a solidariedade e a confraternização, sendo organizada pelas famílias e pela juventude de nossa paróquia? A volta de católicos afastados para a sua comunidade paroquial; as transmissões (ao vivo, das celebrações) pelas redes sociais, sendo acompanhadas por países como: Portugal, Holanda, Canadá, Argentina etc., como esquecer? Realmente, não se pode negar que a nossa Paróquia de São Sebastião de Jataúba – PE está integrada com o mundo.  
             
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Imagem: Padre Marconi, Consagração do Santíssimo Sacramento

A imagem pode conter: 3 pessoas
Imagem: Encerramento da Festa de São Sebastião com a benção do Santíssimo Sacramento


Nos últimos anos, com a presença dos párocos que passaram em nossa cidade, tendo o apoio do Conselho Pastoral Paroquial e Econômico, seguindo as Orientações da Diocese de Pesqueira, a Tradicional Festa de São Sebastião, tem progredido a cada ano. Vale a pena recordar, que a população jataubense tem incentivado e expressado o desejo permanente de ter uma festa 100% religiosa, livre de situações que favoreçam a desvalorização da Dignidade Humana. Como, por exemplo, a prática do alcoolismo, prostituição, violência, assassinatos, usos de drogas etc., como tem ocorrido, infelizmente, em alguns lugares, permitindo, assim, “uma cultura de contra valores”. Na qual, lamentavelmente, em tempos passados se introduziu na festa de nosso padroeiro.

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Imagem: São Sebastião no andor, ornamentado para procissão (20/01/2017) 



Hoje, vivenciando tempos novos, iluminados pela Palavra de Deus e conduzidos pelo Espírito Santo, à festa de nossa paróquia, a Festa de São Sebastião tem servido de modelo e de inspiração para outras cidades e paróquias. É a Igreja a serviço da Vida, na luta por um mundo melhor, mais humano e fraterno, anunciando o Evangelho da Salvação para todos os povos!


Por fim, “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará” ( Jo 8, 32).




Pascom- Pastoral da Comunicação

Paróquia São Sebastião


Jataúba-Diocese de Pesqueira-PE





Imagens: Assessoria/Renata Guenes



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